Mercado
Dolar: R$ 2,03  (+100,00%)
Euro: R$ 2,61  (+100,00%)
Dow Jones Nasdaq Ibovespa
+100,00% +100,00% +100,00%
Buscar em
EDIÇÃO 38    Abril/2012
Imprimir | Aumentar Fonte | Diminuir Fonte | Enviar
Reportagens

Expectativas em alta
Camila Waddington

Em meio a um sem número de novidades em serviços nos vários modais de transportes e em operações logísticas, a 18ª edição da Intermodal South America, Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, foi um verdadeiro desfile. Maior encontro do setor na América Latina, em seus três dias de duração recebeu mais de 45 mil pessoas entre 10 e 12 de abril, no Expo Center Transamérica, na capital paulista. Dentre os diversos anúncios de novas parcerias e serviços, alguns em particular chamaram a atenção, dos quais pinçamos os principais para os leitores de TranspoData.

A Veloce foi um dos destaques, já que em apenas dois anos de atividades atraiu o interesse do discreto Grupo Mitsui, conglomerado japonês presente em 69 países, com mais de 40 mil empregados, e atividades em 14 áreas de negócios, tão distintas como indústria química, transportes, minérios, alimentos e varejo.

A aquisição da empresa, segundo Paulo Guedes, diretor-presidente da Veloce, se baseou em realizações relevantes em seus poucos anos de vida e na forte presença da companhia em setores estratégicos para o grupo. “Crescemos 14% em 2010 e 15% em 2011, sem abrir mão de nossa saúde financeira. Certamente isso se revelou um grande atrativo para o Grupo Mitsui, que pretende ampliar sua atuação no País tanto em logística quanto em operações dedicadas à indústria automobilística, ambas nossas especialidades.”

Fundada em 2009, a Veloce chegou ao fim daquele ano com R$ 130 milhões de faturamento, dígito elevado, no ano seguinte, para R$ 160 milhões e, em 2011, para R$ 184 milhões. Neste período, conquistou dois prêmios da General Motors como uma das melhores fornecedoras de logística de seu plantel de 81 fornecedores do mundo todo, dos quais apenas quatro latino-americanos.

Tal reconhecimento se explica, nas palavras de Guedes, por um princípio básico que rege as atividades da Veloce: “Solução logística existe no momento, não é a mesma sempre. Tem de ser dinâmica. E por sermos uma empresa dedicada exclusivamente a gerir os processos dos clientes, temos a agilidade necessária a tornar isso viável, a um custo competitivo”.

Os planos em curto e médio prazos contemplam o fortalecimento da parceria iniciada no fim de 2011 com a Goodyear para transferência de componentes e produtos entre as plantas, além de operações junto a outras empresas do porte de Nestlé e Unilever, que hoje representam 15% dos negócios da Veloce – os 85% restantes são totalmente dedicados à logística de montadoras e sistemistas, como Volkswagen, Toyota, ZF, Honda, entre outras. A diversificação, acrescenta Guedes, não tira o foco sobre a indústria automotiva e nem reduz sua participação nos 15% de crescimento esperado para o faturamento este ano, projetado para alguma cifra entre R$ 205 milhões e R$ 210 milhões.

Integração – O Grupo Libra, por sua vez, aderiu de vez à multimodalidade e anunciou a aquisição do aeroporto de Cabo Frio, e a criação, por consequência, de novo braço de negócios, a Libra Aeroportos. Primeiro conglomerado da América Latina a operar em todos os modais, reforçará ao longo do ano os terminais de Santos e Rio de Janeiro, aos quais destinará, respectivamente, R$ 550 milhões e R$ 300 milhões em equipamentos e melhoria de infraestrutura, como a integração dos terminais 33, 25 e 37, além da retirada da linha férrea que hoje atravessa uma destas áreas, e dará lugar a um viaduto para acesso à margem santista.

Para o novo ramo de atividade há planos ainda mais ousados. De acordo com Pedro Orsini, diretor geral da Libra Aeroportos, a ideia é transformar o aeroporto de Cabo Frio em “solução integrada dentre as modalidades de transporte em localização estratégica, que diante das oportunidades de negócios ligadas ao setor de óleo e gás, terão enorme demanda nos próximos anos, particularmente com o pré-sal”.

Outra movimentação trouxe ao grupo o chamado “ativo estratégico”, o Porto Seco de Uberlândia, na cidade mineira, cuja expectativa é de incrementar em 10% o faturamento da Libra Logística até 2013. Com tudo isso, somadas as forças do Porto Seco de Campinas, também da Libra, e os terminais santistas, e a consequente melhoria dos fluxos de carga, o conglomerado pretende dobrar sua capacidade de movimentação tanto do Rio, para mais de 500 mil TEUs, quanto de Santos, para 1,4 milhão de TEUs nos próximos anos. Nestes que, em pouco mais de 5 anos de planejamento de investimentos em todos os segmentos em que atua, o grupo pretende investir R$ 1,1 bilhão – a maior parte com recursos próprios.

Também munida de novidades a holding JSL apresentou na Intermodal um novo complexo logístico em Suape, PE, fruto da transferência do terminal alfandegado de Recife para a zona portuária pernambucana. Ademais de uma área quase três vezes maior do que a anterior – de exíguos 52 mil m² para 140 mil ² –, que dará respaldo a um volume cujo crescimento foi de 148% em 2011, a localização é bem mais atraente.

“Hoje enfrentamos distância e trânsito para sair do centro de Recife e chegar ao porto de Suape. Com o novo complexo, ganharemos tempo e produtividade”, avalia Fernando Simões, diretor-presidente da JSL. O executivo acrescenta que 98% das cargas conteinerizadas recebidas pelo Porto Seco de Pernambuco são oriundas do terminal de Suape, o que torna a localização não somente estratégica, mas também mais funcional.

Para 2012 o grupo almeja investir pouco mais de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 420 milhões já estão comprometidos com renovação de frota e equipamentos, mensurados atualmente em 31 mil itens entre caminhões, automóveis, maquinário e outros. Outros R$ 130 milhões estão amarrados a contratos fechados em 2011, enquanto os R$ 550 milhões restantes se destinam à expansão dos negócios, muito embora Simões não revele claramente os planos, alegando que “o crescimento da JSL tem se dado de maneira orgânica nos últimos anos, e muito pouco em função das aquisições de outras empresas, como a Lubiani, em 2007, a Grande ABC em 2008 , e a Schio em 2011. Mesmo excluindo-as do faturamento, sempre nos mantemos na casa dos 25% de crescimento”.

Para o alto – Algumas outras observações dão o tom das expectativas para 2012 que, independentemente do modal, é de crescimento neste e nos próximos anos. Antônio Carlos Sepúlveda, diretor-presidente da Santos Brasil, é um dos que aposta em números altos, principalmente nas movimentações do Tevi, Terminal de Veículos, no Porto de Santos. “Tivemos mais de 30% de evolução no volume operado em 2011, com mais de 200 veículos/hora. Para 2012, esperamos novamente um acréscimo de dois dígitos.”

Tanto é assim que a Codeba, Companhia Docas do Estado da Bahia, responsável por todos os terminais portuários de Salvador, anunciou R$ 2 bilhões em aportes para elevar a participação da região no comércio exterior brasileiro. Com obras de dragagem para aprofundamento do calado para 15 metros, o que permitirá a recepção de navios com maior capacidade de carga, o próximo passo é a aquisição de equipamentos para ampliar a movimentação - somente do Tecon Salvador dos atuais 250 mil TEUs/ano para 530 mil TEUs/ano. Em mais amplo espectro a proposta, segundo José Rebouças, presidente da Codeba, “é criar um corredor logístico para fortalecer a economia do estado, bem como desafogar outros já saturados, como é o caso de Paranaguá e Santos”.

Voltar

 

AutoData, TranspoData, CEA, Seminários, Eventos Empresariais, Prêmio AutoData, Setor Automotivo, Editora, Revistas, Documentos, Agência de Notícias, WebTV, Gestão, Revista Automotiva, Setor Automotivo Brasileiro, Setor Automotivo Mundial, Guia de Caminhões, Guia de Ônibus, Guia de Veículos Comerciais Leves, Brazil Automotive Guide, Multimídia, Guia do Setor Automotivo Brasileiro, Setor Automotivo Latino Americano, Feiras do Setor Automotivo, Perspectivas do Setor Automotivo Brasileiro, Compras Automotivas, Revisão das Perspectivas do Setor Automotivo Brasileiro, Lançamentos de Veículos, Conjuntura do Setor Automotivo Brasileiro, Notícias sobre Empresas de Autopeças, Perspectivas do Setor de Autopeças, Evolução Tecnológica do Setor Automotivo, Desenvolvimento do Setor Automotivo Brasileiro, Mercado Brasileiro de Veículos, Mercado Brasileiro de Ônibus, Mercado Brasileiro de Caminhões, Tecnologia Automotiva, Montadoras Brasileiras, Montadoras instaladas no Brasil, Fábricas de Veículos, Fábricas de Caminhões, Fábricas de Motocicletas, Fábricas de Ônibus, Encarroçadoras de Ônibus, Encarroçadoras de Caminhões, Automóveis, Caminhões, Ônibus, Carroçarias, Pneus, Sistemistas, Montadoras, Autopeças, Anfavea, Sindipeças, Fenabrave, Abimaq, Abraciclo, Motocicletas, Volkswagen, General Motors, Fiat, Ford, Mercedes, Volvo, Scania, Iveco, MAN, PSA, Renault, Peugeot, Honda, Toyota, Nissan, Citroën, Agrale, Marcopolo, Randon, Neobus, Keko, Caio