Mercado
Dolar: R$ 2,03  (+100,00%)
Euro: R$ 2,62  (+100,00%)
Dow Jones Nasdaq Ibovespa
+100,00% +100,00% +100,00%
Buscar em
Agência AutoData
Imprimir | Aumentar Fonte | Diminuir Fonte | Enviar
Política Industrial 07/08/2012 19:21
Viviane Biondo

Critérios para redução de emissões saem ainda este mês


O decreto de regulamentação do novo regime automotivo, publicado em abril, estabeleceu que os automóveis vendidos no Brasil serão obrigados a cumprir requisitos mínimos de emissão de CO2 e de aumento de eficiência energética para que sejam isentos de acréscimo de 30 pontos porcentuais no IPI, mesmo que fabricados no País, a partir de 2013.

As discussões quanto aos critérios de como será medida esta eficiência energética dos motores e seu consequente efeito no consumo de combustível, por sua vez diretamente atrelado à diminuição das emissões, caminham para um consenso.

De acordo com Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, a decisão deverá ser tomada pelos órgãos do governo responsáveis ainda este mês:

"Há um trabalho técnico de harmonização dos procedimentos utilizados para medir o consumo de combustível, que serão aplicados para definir as metas. Isso deve ser concluído em dez dias".

Segundo fontes ligadas a órgãos de consultoria técnica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Ministério da Fazenda, envolvidos na regulamentação do regime automotivo, um novo decreto será publicado na ocasião para "esclarecer os critérios e definir a base técnica para o cálculo da meta de melhoria de eficiência energética dos veículos".

A definição que deverá ser anunciada é a de uso do ciclo misto, segundo a fonte, que considera o desempenho do veículo em percursos de cidade e estrada combinados. A partir dessa definição é que os técnicos definirão, posteriormente, qual será a meta de emissões.

"O ciclo misto considera 55% de ciclos na cidade e outros 45% em rodovia e, a partir daí, se obtém a quilometragem por litro. Este será o dado utilizado para se calcular a melhoria de eficiência do veículo quando se definir o porcentual obrigatório. Atualmente as discussões giram em torno de 22% para redução de CO2."

O porcentual, informa a fonte, será a próxima discussão em pauta, após a publicação dos critérios definidos. Nesse cálculo haverá ainda um deflator, a massa ou a área do veículo, outro critério ainda em discussão.

Segundo a fonte esse deflator é importante pois a meta de melhoria do consumo deve ser proporcional ao porte do veículo: "Não se pode exigir de um veículo grande o mesmo consumo de um compacto".

Segundo o presidente da Anfavea as trocas de ideias quanto a um critério de medição diferente dos internacionais mais conhecidos, como o europeu e o estadunidense, são importantes porque é preciso levar em conta o fato de o Brasil possuir grande frota de motorização flexível, além da ausência de veículos leves movidos a diesel.

Outro ponto perto de conclusão é o benefício da redução do IPI por fabricante: de acordo com a fonte o cálculo será feito pela média obtida da venda de seus modelos menos eficientes comparada às daqueles mais econômicos.

"Assim, quanto mais veículos eficientes a montadora vender, mais reduzido o impacto de modelos ainda não tão eficientes."

Desoneração – Segundo fontes ligadas ao governo e à indústria um dos pleitos das montadoras é a desoneração de impostos para sistemas que fazem diminuir a emissão de poluentes, como injeção direta de combustível e start/stop:

"O objetivo é que sejam incorporados aos veículos sem aumento do preço final. O mercado brasileiro é importante para todas as montadoras, principalmente em um momento em que seus negócios fora do País estão fortemente prejudicados pela crise econômica internacional".

Etiquetagem Veicular – O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular andará em paralelo com as novas determinações, segundo as fontes. De acordo com o texto do decreto a adesão é um dos requisitos para garantir o desconto no IPI.

Atualmente treze fabricantes participam e, segundo fontes, mais cinco ingressarão no próximo ano: Citroën, Hyundai, Nissan, Mitsubishi e Suzuki.

Hoje a adesão é voluntária, mas a partir do ingresso a empresa é obrigada a etiquetar ao menos 60% dos seus modelos vendidos no País.

Voltar

 

AutoData, TranspoData, CEA, Seminários, Eventos Empresariais, Prêmio AutoData, Setor Automotivo, Editora, Revistas, Documentos, Agência de Notícias, WebTV, Gestão, Revista Automotiva, Setor Automotivo Brasileiro, Setor Automotivo Mundial, Guia de Caminhões, Guia de Ônibus, Guia de Veículos Comerciais Leves, Brazil Automotive Guide, Multimídia, Guia do Setor Automotivo Brasileiro, Setor Automotivo Latino Americano, Feiras do Setor Automotivo, Perspectivas do Setor Automotivo Brasileiro, Compras Automotivas, Revisão das Perspectivas do Setor Automotivo Brasileiro, Lançamentos de Veículos, Conjuntura do Setor Automotivo Brasileiro, Notícias sobre Empresas de Autopeças, Perspectivas do Setor de Autopeças, Evolução Tecnológica do Setor Automotivo, Desenvolvimento do Setor Automotivo Brasileiro, Mercado Brasileiro de Veículos, Mercado Brasileiro de Ônibus, Mercado Brasileiro de Caminhões, Tecnologia Automotiva, Montadoras Brasileiras, Montadoras instaladas no Brasil, Fábricas de Veículos, Fábricas de Caminhões, Fábricas de Motocicletas, Fábricas de Ônibus, Encarroçadoras de Ônibus, Encarroçadoras de Caminhões, Automóveis, Caminhões, Ônibus, Carroçarias, Pneus, Sistemistas, Montadoras, Autopeças, Anfavea, Sindipeças, Fenabrave, Abimaq, Abraciclo, Motocicletas, Volkswagen, General Motors, Fiat, Ford, Mercedes, Volvo, Scania, Iveco, MAN, PSA, Renault, Peugeot, Honda, Toyota, Nissan, Citroën, Agrale, Marcopolo, Randon, Neobus, Keko, Caio