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Aline Feltrin

Paraguai na mira das autopeças brasileiras

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O Paraguai quer ser um polo de autopeças na América do Sul. O país tem custo de produção menor que o do Brasil e isto tem atraído muitas empresas do setor automotivo. Lá, considerando mão de obra e energia, as despesas ficam até 40% menores do que a produção nacional.

De acordo com Wagner Weber, sócio da Braspar, Centro de Negócios Brasil-Paraguai, das dez maiores companhias de autopeças que atuam no Brasil cinco já instalaram fábricas no Paraguai. Na lista constam companhias que produzem chicote elétrico, como Leoni, Fujikura, Yazaki e, mais recentemente, a Sumidenso, que inaugurou suas instalações há um ano e meio:

“A Sumidenso acaba de anunciar investimentos de US$ 30 milhões para melhorar sua operação local. Iniciou as atividades com duzentos funcionários e hoje possui 1,5 mil”.
Também está instalada por lá a THN, que faz sistemas de interiores e revestimentos de porta dos Hyundai.

Vantagens como menores encargos trabalhistas, custos e tributos reduzidos e menos complexos fazem com que o Paraguai se torne um local cada vez mais atrativo: “Apesar do salário mínimo ser maior, R$ 1,2 mil, os encargos sobre o trabalhador são reduzidos. Enquanto lá há 30% de custos adicionais no Brasil este índice é de 110%”.

Outra vantagem é o custo reduzido de energia, que chega a ser 60% mais barato do que o nosso.

Mais: no Paraguai não existem vários impostos que são exercidos no Brasil.

Segundo Fernando Zilveti, sócio da Zilveti Advogados e especialista em direito tributário, o sistema paraguaio é totalmente diferente. Há apenas um imposto sobre o consumo, o IVA, que não sofre alterações como ocorre com o ICMS daqui, por exemplo, cujo valor muda de acordo com o Estado, e “isto gera mais segurança jurídica porque as regras são claras”.

As empresas instaladas no Brasil precisam pagar, também, PIS, IPI e Confins.

Para Roberto Vasconcellos, especialista em direito tributário internacional da FGV Direito de São Paulo, a complexidade dos impostos brasileiros faz com que as empresas fiquem cada vez mais interessadas em países que adotam tributos mais simplificados e menores, “o que impacta no preço final do produto e faz com que sejam mais competitivas”.

As empresas de autopeças são 85 das 120 instaladas no Paraguai que operam pelo Regime de Maquila, criado em 2000 para desenvolver a indústria local. Este sistema permite exportar mercadorias para outros países pagando 1% de impostos. E garante que toda a matéria-prima, bens de capital e insumos importados estejam isentos de impostos desde que o produto acabado ou semiacabado seja exportado no prazo de até dois anos. O imposto de importação também é suspenso desde que seja adquirido com certificado de origem do Mercosul.

Estes benefícios têm feito com que estas companhias se tornem competitivas no mercado de exportação, garante Wagner Weber, da Braspar:

“Pelo fato de o país ter menos burocracia quem se instala no Paraguai também tem mais facilidade para exportar para a Europa. Já as companhias instaladas aqui têm mais dificuldades”.

De acordo com ele as exportações de autopeças têm crescido consideravelmente: “A alta foi de 60% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Nos dois primeiros meses de 2017 estas empresas exportaram R$ 27,3 milhões, e R$ 17 milhões no mesmo período do ano passado”.

Para Sara Saldanha, gerente de serviços de internacionalização da CNI, Confederação Nacional das Indústrias, as operações de integração produtiva são uma tendência no comércio internacional: “Cada vez mais empresas buscam alianças estratégicas com países que permitem que seus produtos cheguem a mais mercados a preços competitivos”.

Ainda de acordo com a executiva, este movimento não é algo temporário e cada vez mais o Paraguai se consolidará como parceiro estratégico do Brasil, assim como outros da região.


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