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Rota 2030 substituirá Inovar-Auto

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O governo brasileiro anunciou na terça-feira, 18, as primeiras diretrizes para a construção de uma nova política industrial para o setor automotivo. O nome desse ambicioso plano já está definido. Não à toa chamada de Rota 2030 a nova norma abrangerá período de quinze anos, com três ciclos de desenvolvimento. O objetivo é estabelecer visão de longo prazo, com regras claras e previsíveis, para dar segurança aos investimentos e incentivar a competitividade da indústria nacional para nível global.

AutoData teve acesso a alguns temas que estão na mesa de negociação. Conversam com os representantes de vários ministérios do governo federal todas as entidades ligadas à produção automotiva no País. E pelas informações apuradas nos bastidores há certo consenso sobre os principais pontos que estão em discussão.

Um dos tópicos em estudo para a nova política industrial é a segurança veicular, com a obrigatoriedade de testes de impacto lateral em veículos leves – hoje são exigidos somente ensaios de colisão frontal. Outros assuntos que fazem parte das discussões são a adoção do controle de estabilidade, do sistema automático de frenagem, AEB, e o sistema de controle de pressão dos pneus, TPS, todos de série na nova geração de veículos nacionais.

Com relação à eficiência energética a indústria e o governo avaliam a manutenção de etanol e biodiesel como soluções para atender as demandas cada vez mais exigentes das emissões veiculares. Estudos preliminares mostram que os combustíveis de base vegetal e de resíduos – no caso do biodiesel – são capazes de superar os veículos elétricos no quesito emissões. Além de caros, e sem políticas de incentivo para ganhar volume no Brasil, os carros elétricos tendem a deixar de ser a alternativa para solucionar um dos maiores desafios em todo o mundo: a emissão de CO2.

Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, disse durante reunião na terça-feira, 18, que será constituído um grupo de trabalho para definir as normas da Rota 2030: “A partir da análise de como estará a indústria automotiva global e as novas tendências de mobilidade, definiremos qual a inserção que a indústria brasileira deve buscar em 2030”.

Segundo o Ministério o pano de fundo para essa discussão é a convergência das inovações tecnológicas com as mudanças no comportamento dos usuários, que estão transformando a maneira como as montadoras desenvolvem e constroem os veículos. Para isso, conforme Pereira, será criado o GAN 2030, Grupo de Alto Nível Mobilidade e Logística, GAN 2030, que debaterá os principais desafios para a indústria automotiva nos próximos quinze anos e fará recomendações para reforçar a competitividade da cadeia de valor do setor no Brasil.

Igor Calvet, secretário de desenvolvimento e competitividade do Ministério, disse que a ideia do governo com o Rota 2030 é planejar a política industrial para além dos ciclos políticos normais de quatro em quatro anos. Segundo ele não se pode pensar a política industrial a partir de ciclos muito pequenos porque as decisões empresariais, em geral, são tomadas em ciclos mais longos.

“Assim, é com esse espírito que estamos iniciando os trabalhos do grupo do governo e do setor privado voltado para as discussões do setor automotivo. É um setor muito importante para a nossa economia, representa algo em torno de 22% do nosso PIB industrial.”

Essa postura do governo é uma demanda antiga do setor automotivo. Durante o lançamento do novo up! David Powels, presidente da Volkswagen do Brasil, mostrou sua preocupação com a cadeia de fornecimento pois, segundo ele, “sem uma política específica para essa cadeia poderemos perder a competitividade já que não teremos uma base local que atenda às necessidades da nova geração de veículos”.

O presidente da Anfavea, Antônio Megale, em sua posse, já dissera que o setor requer previsibilidade para as empresas planejarem as ações no mercado brasileiro. O presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, também disse, durante o Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira, realizado em março, que são necessárias políticas públicas mais estáveis para elaborar os planos de negócios:

“O Brasil precisa ser mais competitivo. É preciso diminuir as incertezas e ter mais previsibilidade nas políticas públicas”.


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