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Financiamento -
Aline Feltrin

Cresce procura por leasing operacional em caminhões

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Para enfrentar um mercado cuja demanda vem encolhendo consideravelmente nos últimos anos – de 154 mil 577 unidades emplacadas em 2015 para 50 mil 559 no ano passado – as fabricantes de caminhões estão lançando mão do leasing operacional para atrair a clientela. Este produto é oferecido para empresas que precisam do caminhão para suas operações de transporte mas que não têm interesse em permanecer com o veículo após o término do contrato.

De acordo com Valter Viapina, diretor comercial do Banco Volvo, clientes estão em busca do leasing operacional porque não precisam se preocupar com o gerenciamento do bem e não estão dispostos a fazer investimentos neste momento.

Na prática o leasing funciona como aluguel e o cliente contrata um pacote de serviços, como contrato de manutenção, seguro e rastreamento. Outra diferença do leasing com relação ao financiamento via Finame ou CDC é que, ao fim do contrato, o bem é devolvido à operadora de crédito. Os prazos dos contratos são mais curtos, média de 36 meses. Já o do Finame pode chegar a sessenta.

Viapina conta que esta modalidade de negócio se torna mais atrativa principalmente para empresas de transporte de grande porte, e até mesmo para embarcadores e indústrias que não possuem o transporte como atividade fim. No Banco Volvo este produto estava congelado por falta de procura nos últimos dez anos, mas desde abril do ano passado os clientes passaram a optar por esta transação:

“Nos últimos doze meses cerca de 150 caminhões Volvo foram comercializados por meio do leasing operacional”.

O Grupo Cereal, do Centro-Oeste, é especializado na industrialização, comércio e exportação de grãos, e comprou quinze caminhões Mercedes-Benz por arrendamento mercantil. (veja aqui noticias/22917/mercedes-benz-lanca-leasing-operacional-para-caminhoes).

O leasing começou a ganhar força depois que o Finame PSI deixou de existir, em meados do ano passado. Isto porque os subsídios do BNDES diminuíram e as taxas de juros, que já foram de 0,48% ao mês no passado, ficaram mais altas.

Paulo Pinho, superintendente de operações de campo do Banco Volkswagen, disse que com esta nova realidade o Finame praticamente equiparou-se ao CDC, que tradicionalmente tem prazo de sessenta meses, 30% de entrada e juros de 1,17% ao mês.

“O Finame TJLP varia de 1,09% a 1,12% ao mês. As taxas do leasing estão aproximadas às do CDC, porém variam muito de acordo com o perfil, operação de transporte e outras variáveis”.

Pinho contou que o Banco Volkswagen começou a oferecer o leasing operacional no ano passado como forma de driblar a crise. A modalidade está disponível para os caminhões pesados da linha TGX com prazos de pagamento de até 36 meses. De lá para cá foram assinados trezentos contratos com 25 clientes de diversas regiões do País: “A projeção é chegar a até quinhentos em dezembro”.

Há um ano a Scania também passou a identificar clientes em potencial para oferecer contratos de leasing operacional. Como condições estão o prazo médio de 36 meses e as taxas de juros montadas de acordo com o perfil do cliente. De acordo com Victor Carvalho, diretor de vendas de caminhões da Scania, a empresa passou a aproximar-se mais de empresas que possuem perfil para adquirir caminhões via leasing operacional: “Este trabalho começou a render seus primeiros frutos e comercializamos dez unidades por leasing operacional para uma empresa da área de siderurgia de Minas Gerais”.

De acordo com ele a tendência é a de que esta modalidade de negócio se solidifique nos próximos anos.


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