Agência AutoData de Notícias


Indústria -
Ana Paula Machado e Marcos Rozen

Brasil: um degrau abaixo

Array ( [last_activity] => 1503448779 [user_agent] => CCBot/2.0 (http://commoncrawl.org/faq/) [session_id] => g29qkk3qvvu69rvq6oivir86p7 [B64KEY] => 4c3c690de4ee5fc4650542142173a0e4 ) 1

Especialistas não são unânimes ao responderem sobre o estágio do Brasil a caminho da indústria 4.0. Os números hoje colocam o País muito aquém dos principais produtores mundiais. Enquanto nosso parque industrial conta com 10 robôs para cada 10 mil funcionários, a Coreia do Sul, líder nesse índice, soma 478. O Japão tem 314 e a Alemanha, 292.

A falta de conhecimento, tanto nas universidades quanto na própria indústria, ainda é uma barreira para esse passo rumo à quarta revolução. Uma pesquisa divulgada durante o Fórum Econômico Mundial 2017, mostrou o Brasil na 81ª posição em um ranking de competitividade entre 138 nações – nos últimos quatro anos, perdemos 33 posições. A forte crise pela qual passa a indústria automobilística é outro forte obstáculo. “Ninguém duvida que a automação industrial é um passo importantíssimo para a modernidade”, diz José Eduardo Luzzi, CEO da Navistar e presidente da MWM Motores. “Mas quais são os investimentos necessários para deixarmos de ser um País com indústria baseada em mão de obra e nos tornarmos um País altamente automatizado? Se você quiser dar um salto de produtividade, não tem capital.”

Flávio Rizzo, diretor da Pollux, empresa especializada em projetos de automação e internet industrial, acredita que as fábricas brasileiras devem reduzir essa distância não apenas com a aquisição de robôs com tecnologia 3.0, mas já de olho na 4.0, como que pulando uma etapa. “Se as empresas adotarem a automação já pensando na digitalização, o ganho será ainda maior do que 26%”, diz Rizzo, referindo-se ao aumento médio de produtividade alcançado por uma indústria ao adotar o conceito. Afinal de contas, conforme os preceitos 4.0, não basta colocar robôs no chão de fábrica. “Se o equipamento não estiver interligado com o restante da cadeia e não souber interpretar as informações, não há indústria 4.0”, diz Luciano Borges Lopes, da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).

ROBÔS MAIS BARATOS – Para Mauro Correia, presidente da SAE Brasil, o custo 4.0 pode ser menor do que se imagina à primeira vista. “Um robô custa metade do que custava há oito anos”, calcula. “Além disso, a economia gerada pela melhoria dos processos e o aumento da velocidade do desenvolvimento de produtos deverão fazer com que, na ponta do lápis, um aporte faça sentido do ponto de vista do retorno, o que sempre é um bom argumento para alguém assinar o cheque.”

A Volkswagen é uma das empresas brasileiras que tem assinado esse cheque. “Já temos processos com um bom índice de automação”, diz Celso Placeres, diretor de manufatura da unidade de São Bernardo do Campo (SP). As fábricas da Volks têm células que trabalham com tecnologia 4.0. Uma delas é a que faz colagem da etiqueta com as informações da pressão dos pneus na parte interna da tampa de combustível – há 15 opções de etiquetas no leque de produtos da montadora.

Quando o carro se aproxima do operador responsável, uma informação com a configuração do conjunto roda-pneu é transmitida via wireless para um gaveteiro onde estão as etiquetas. Uma luz verde no gaveteiro acende para indicar qual é a correta. Cada gaveta tem um sensor que confirma se a mão do operador passou por ali. Se isso não ocorre, a esteira para.

O plano da Volkswagen é aumentar o número de células 4.0 para integrá-las em uma única linha. Mais adiante, essas linhas de células seriam unificadas resultando, aí sim, em uma fábrica 4.0. Este processo, entretanto, ainda que pensado hoje, não estará terminado antes 2030, estima Placeres


Nos bancos de montadoras: os juros chegam a ser praticamente a metade dos oferecidos pelas instituições de varejo.
Para a fabricante de robôs lançamentos previstos para 2018 demandam linhas de produção com equipamentos novos
Chinesa informou que há incertezas nas negociações e que os seus esforços não geraram progressos
Expectativa é a de que as vendas de carros com emissão zero no mercado chinês cheguem a 4 milhões de veículos em 2025
Pesquisa realizada pela IPSOS mostra que brasileiro se mostra disposto a dirigir veículos autônomos
Construção de datacenter na Alemanha ajudará empresa a criar oferta de serviços na nuvem