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Opinião -
S Stéfani

Sai a queda e entra o crescimento

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Da mesma forma que os bons resultados de março devem ser olhados com alguma prudência, quaisquer eventuais quedas na produção e nas vendas de veículos que venham a ser registradas neste mês não devem ser encaradas como motivo de frustação.

Nem tanto ao céu de um lado, mas, também, nem tanto ao inferno no outro. Afinal, assim como diversos fatores atípicos inflaram os números do mês passado, em abril ocorre o inverso: o resultado final deverá ser puxado para baixo.

Em março, vale recordar, foram 23 dias úteis, quatro a mais que em fevereiro e um a mais que no mesmo mês do ano passado. Além disso, o fato do Carnaval ter caído no final de fevereiro postergou para o mês passado o registro de várias vendas no Renavan, o que fez subir a média diária de comercialização no período.

Em abril acontece o oposto: além da média diária voltar a refletir apenas e exclusivamente o que for vendido no mês, o número de dias úteis cai para 18, dois a menos do que no mesmo mês do ano passado e quatro a menos do que março.

Tais parâmetros evidenciam que quedas de vendas e de produção neste mês em relação a março, se acontecerem – o que é bastante provável, sobretudo em função do menor número de dias úteis – não significarão necessariamente esfriamento do mercado.

A boa notícia é que, segundo o presidente da Anfavea, Antônio Megale, ao menos na primeira metade do mês a média diária de vendas vem se mantendo cerca de 15% acima do registrado em março.

E, mais importante, desta vez com aumento do peso das vendas no varejo, com relação ao atacado, cuja participação se reduziu, no período, de 38% para 33%, índice já bem mais próximo do que pode ser considerado como usual no setor.

Tal cenário abre concretamente a perspectiva de que as vendas domésticas deste mês, ainda que fiquem abaixo das registradas em março, se coloquem, pelo menos, um pouco acima das verificadas em abril de 2016.

Não é pouco. Bem ao contrário. Como o primeiro trimestre do ano fechou com vendas apenas 1,94% abaixo das anotadas nos três primeiros meses do ano passado, um eventual bom resultado em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado poderá representar, enfim, no quadrimestre, a inversão do sinal: sai a queda e entra o crescimento. Ou, no mínimo, o equilíbrio.

O setor automotivo entrou em 2017 apostando que o pior já teria ficado para traz e que este ano marcaria o inicio da retomada. A Anfavea, em particular, projetava 4% de crescimentos nas vendas e 11,9% na produção, neste caso com alguma ajuda das exportações, que também cresceriam.

Neste contexto, a queda verificada no início do ano não apenas frustrou as expectativas como, mais grave, trouxe de volta o temor de que, tal como o constatado nos dois anos anteriores, haveria, ainda, mais um inesperado porão escondido no fundo do poço.

Os magros resultados de janeiro e fevereiro, sobretudo na área específica de veículos comerciais, reforçaram ainda mais tais temores.

Em contrapartida, os bons números de março, ainda que inflados por fatores outros, trouxeram de volta um certo alento. E é neste ponto que um eventual bom resultado em abril, sobretudo se for capaz de fazer sair a queda e entrar o crescimento no resultado final do quadrimestre, ganha muita importância. Quase decisiva.

Nas montadoras, em particular, vale destacar, os executivos mapeiam continuamente hoje cada centímetro do terreno para tentar definir se já devem ou não começar a pisar com mais força no acelerador da produção.

A dúvida se justifica. De um lado há o risco de errar na dose e aumentar demasiadamente o estoque dos revendedores. Mas, de outro, há a certeza de que, depois de três anos seguidos de crise, a base do setor de autopeças está em frangalhos e, assim, no caso de uma retomada, quem sair atrasado vai ter muita dificuldade para conseguir todos os componentes dos quais vai necessitar para poder produzir.


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