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Estratégia -
Ana Paula Machado

Banco Paccar perto de sair do papel

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A DAF, que vende seus caminhões aqui desde 2010, mantém os seus planos para o Brasil: abrirá um banco em 2019 – e o processo já está avançado junto ao BC, Banco Central. A empresa prepara plano de negócios que deverá ser entregue em trinta dias à instituição. Essa é a última etapa antes da abertura definitiva do Banco Paccar.

João Petry, diretor de serviços financeiros da DAF Caminhões Brasil, afirmou que até dezembro o BC deverá dar o parecer para abertura do negócio, “e a partir daí poderemos estruturar o banco para iniciar a operação em janeiro de 2019. Nesse período o BeCê fará, também, sua auditoria para avaliar se estamos cumprindo o plano de negócios. Estamos trabalhando nesse projeto há dois anos”.

Para a abertura do banco a DAF desembolsará R$ 100 milhões. O valor será gasto na contratação de mão de obra e em sistemas e para formar o seu capital de giro. O executivo contou que o BC exigiu um plano de negócios para cinco anos de operação: “O banco deve começar a operar com cerca de vinte funcionários em Ponta Grossa, no Paraná, onde está localizada a fábrica da DAF. Em cinco anos deveremos ter cinquenta empregados”.

O banco é uma das etapas traçadas pela Paccar, dona da marca DAF, para o Brasil. Petry ressaltou que com a sua abertura a empresa poderá aumentar as vendas no País: “Com a queda do mercado as negociações estão mais difíceis com os bancos de varejo. E quem tem um banco consegue bancar algumas taxas que as outras instituições não bancam. É mais uma ferramenta para o Brasil”.

Segundo o direto 60% dos financiamentos no segmento de caminhões pesados são realizados por bancos de montadoras, e o restante por bancos de varejo. Em 2011 e 2012 essa relação foi inversa: “Diante do aperto do crédito criamos uma área dentro da DAF para auxiliar o cliente na verificação dos documentos para o financiamento. Isso nos ajudou a diminuir o índice de rejeição. Hoje a possibilidade de recusa do crédito é menor nos bancos com os quais trabalhamos”.

Petry disse que, anos atrás, 50% dos pedidos de financiamento eram rejeitados, índice que hoje não ultrapassa os 30%. A DAF tem parcerias com os bancos Alfa, Bradesco e Itaú.

O executivo disse que 70% das suas vendas aqui são financiadas, 30% são pagas à vista e outros 10% por consórcio: “Como dependemos muito do financiamento temos sofrido com a falta de um banco próprio, pois é um trabalho extra encontrar instituição que ofereça taxas melhores para nossos clientes. Com o banco em operação teremos mais controle de todo o negócio”.

Petry observou que os diferenciais do Banco Paccar serão o relacionamento mais próximo com o cliente, investimentos em sistemas para garantir a maior agilidade no processo de aprovação de crédito e profissionais especializados no segmento de caminhões. Ele disse ainda que, com a operação do banco, as vendas financiadas da DAF no País devem aumentar em 10% já no primeiro ano: “De 15% a 20% dos caminhões DAF vendidos serão financiados por meio do banco. No quinto ano de operação a expectativa é a de que esse porcentual chegue a 30%, 40%”.

Hoje a DAF comercializa no País oitenta caminhões por mês. A expectativa da companhia é a de que sejam vendidas este ano 1,5 mil unidades: “Em 2019, com o banco em operação, devemos licenciar 3,5 mil caminhões para um mercado de 60 mil unidades”.

O Banco Paccar, no Brasil, trabalhará com CDC, Finame, leasing e financiamentos dos estoques da rede. No mundo a instituição existe desde 1960.


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