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Ford confirma demissões

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A Ford confirmou na quarta-feira, 17, que cortará 1,4 mil postos de trabalho da área administrativa em suas operações na América do Norte e na Ásia até o fim de setembro. A medida, que não afetará o seu quadro de funcionários na América do Sul, visa a reduzir em 10% os custos com folha de pagamentos nas duas regiões por meio de demissões voluntárias e aposentadorias antecipadas. É esperada uma economia de US$ 3 bilhões com os cortes.

A fabricante disse, em comunicado, que a maioria dos cortes afetará o setor administrativo. Funcionários das equipes de finanças, marketing, vendas, serviços, assuntos governamentais, jurídicos, compras e comunicação podem ser demitidos, disse uma fonte ao site The Detroit News. Ficarão fora do processo equipes de desenvolvimento de produtos, tecnologia da informação e as equipes globais de dados e análise. Os departamentos de desenvolvimento dos novos negócios da Ford, como equipes da área de veículos autônomos e mobilidade, também não estão nos planos de demissão.

São 15 mil os funcionários da companhia no setor administrativo. Isso inclui 9,6 mil nos Estados Unidos, 1 mil no México, seiscentos no Canadá e 4 mil 141 na região da Ásia, incluindo a China. A empresa não revelou quantos empregos poderiam ser cortados só nos Estado Unidos.

No comunicado foi dito que a operação na Europa, Oriente Médio e regiões de África não serão incluídas no corte. Os 1,4 mil demitidos, cerca de 10%, virão desses grupos de funcionários, disse um porta-voz da companhia

Os profundos cortes de empregos nos Estados Unidos poderiam desencadear reação política, pois o presidente repetidamente disse que fabricantes de automóveis, como a Ford, são exemplos de empresas que criam postos de trabalho. Em abril Donald Trump pressionou a empresa a voltar atrás na decisão de produzir no México e de investir em fábricas no país. A Ford comprometeu-se a cancelar a construção de uma nova fábrica. Com o dinheiro economizado no México a empresa criará setecentos empregos em Michigan.

Além da pressão política há a pressão interna. Na semana passada o presidente Mark Fields foi questionado por integrantes da diretoria e por investidores sobre o fraco desempenho das ações da empresa em uma era de lucratividade recorde. A Ford lançou uma série de novos investimentos em tecnologia em sua gestão, incluindo um programa de US$ 4,5 bilhões em veículos elétricos e um projeto agressivo de automóveis autônomos.

Desde que Fields substituiu Alan Mulally, em julho de 2014, as ações da Ford caíram cerca de 40%. Os lucros da Ford no primeiro trimestre de 2017 caíram 35% devido ao aumento dos custos e à queda nas vendas, principalmente nos Estados Unidos. A empresa espera faturar US $ 9 bilhões este ano, US$ 1,4 bilhão a menos do que em 2016.


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