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Redação AutoData

Negligência. E União Europeia abre ação contra Itália.

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A Comissão Europeia abriu procedimento de infração contra a Itália na quarta-feira, 17, por violação de normas europeias sobre a homologação de veículos com motores movidos a diesel, especialmente no que diz respeito à questão da emissão de poluentes. A Itália terá o prazo de dois meses para esclarecer se carros da FCA, Fiat Chrysler Automobile, foram equipados com softwares ilegais para alterar as informações sobre poluentes nos mesmos moldes do escândalo dieselgate que envolve a Volkswagen.

A Comissão, sediada em Bruxelas, enviou ofício ao governo italiano solicitando respostas sobre a adoção de medidas insuficientes para o controle das emissões causadas por veículos da empresa. Segundo as regras europeias cabe às autoridades de cada país verificar se o veículo satisfaz às normas antes que seja vendido. Caso algum fabricante viole a legislação as autoridades nacionais devem adotar medidas de correção, como convocar um recall, e aplicar sanções efetivas, proporcionais e dissuasivas estabelecidas na legislação nacional.

O processo se refere às emissões de óxidos de azoto, NOx, produzidas pelo modelo Fiat 500X. A norma da União Europeia veta o uso de dispositivos de manipulação, como softwares, timers ou janelas térmicas, que conduzem ao aumento de emissão de NOx fora do ciclo de testes, exceto se forem necessários para proteger o motor de eventuais danos ou avarias e para garantir um funcionamento seguro do veículo.

A Fiat já tem problemas nos Estados Unidos pelo mesmo motivo. A EPA, agência encarregada de proteger o meio-ambiente, acusa a FCA de ter desenvolvido sistema informatizado que permite enganar os controles de emissões. O dispositivo, que segundo o órgão regulador tinha um propósito similar ao da Volkswagen, foi instalado em 104 mil veículos de alta cilindrada equipados com motores a diesel. A fabricante, neste caso, afirmou que cumpre as regras de emissões.


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