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Conjuntura -
Ana Paula Machado

Escândalo político contamina economia

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Estarrecidos. Assim reagem os cidadãos. As revelações da delação dos donos da empresa de alimentos JBS, Joesley e Wesley Batista, provocaram o maior abalo na história recente da política brasileira. As denúncias contra o presidente da República, investigado por crime de obstrução da Justiça, abalou imediatamente a reputação do País, ocasionando a disparada do dólar e a queda no mercado financeiro: o Ibovespa caiu 8,8% e o dólar subiu 8,3%, para R$ 3,98. E como reage o setor automotivo, diante de circunstâncias que podem complicar a recuperação do mercado em 2017? Investidores, executivos e entidades fazem estas e outras perguntas: qual o cenário para a economia brasileira daqui em diante?, a recuperação, que estava acontecendo de forma lenta e gradual, será que continuará?

O JP Morgan rebaixou a recomendação das ações brasileiras para neutra, dizendo que as reformas no País podem estar em risco após as denúncias envolvendo o presidente em mais um escândalo de corrupção. A Moody's disse que o impacto da atual crise reverte a expectativa para o PIB, com queda de 2% para 1% de crescimento em 2018.

A Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, distribuiu nota afirmando que “independente do momento atual vivido no Brasil o Poder Legislativo precisa dar continuidade à agenda de reformas, previdenciária, trabalhista, tributária e da medida provisória 774 que trata do PRT, Programa de Recuperação Tributária, o Refis. O Brasil precisa dessas reformas. É o momento de colocar o Brasil e os brasileiros em primeiro lugar”.

Essa turbulência política também tem reflexos no setor automotivo. Fernando Trujillo, consultor da IHS Automotive, disse que a consultoria acredita que, se comprovada a delação dos donos da JBS, afetará a confiança do consumidor e isso pode retrair as vendas de automóveis e comerciais leves: “O mercado dará uma travada este ano. Não acreditamos em crescimento agora”.

Segundo ele a IHS estimava estabilidade no mercado para este ano, com vendas de coisa de 1 milhão 997 mil automóveis e comerciais leves. Essa expectativa deve ser revista para baixo.

Executivos do setor também estão descrentes no crescimento do mercado este ano. Um deles, que preferiu o anonimato, disse que o consumo tende a sentir o impacto de mais notícias vindas de Brasília: “Estávamos trabalhando em ambiente de maior previsibilidade. Agora devemos ficar em compasso de espera. Novos investimentos podem ser postergados. Somos reféns desses acontecimentos”.

Outra preocupação, segundo ele, é com relação à nova política industrial para o setor automotivo, o Rota 2030: “Esses escândalos podem atrasar o lançamento do programa. Não acredito que ele mude de direção, porque é uma proposta de País e não de governo. Há este entendimento. Mas, pode atrasar os prazos definidos para o seu lançamento”.

Outro executivo, que também optou pelo anonimato, repetiu que a estabilidade estimada para este ano e a possível recuperação em 2018 está em risco: “Existiam indicadores econômicos que sustentavam essa expectativa.

Agora a retomada parece que vai demorar mais um pouco. É um momento muito complicado. Acredito que se for instaurado novamente um processo de impeachment será o pior dos mundos. O País vai parar por mais seis meses. Isso é terrível para a economia”.

Consultadas as entidades que atuam no setor automotivo preferiram o silêncio.


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