Agência AutoData de Notícias


Estratégia -
Ana Paula Machado

Exportações serão sustentáveis no longo prazo?

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Em um ano em que o mercado doméstico está em baixa exportações passaram a ser a tábua de salvação da indústria automotiva. Só de janeiro a julho os embarques superaram os sete meses de 2005, o melhor ano das vendas externas no Brasil: foram exportados 439 mil 586 veículos, alta de 55,3% no comparativo com 2016

Na Volvo Bus Latin America, por exemplo, 70% da produção de ônibus são destinadas ao mercado externo. E, segundo o seu presidente, Fabiano Todeschini, a receita com as exportações é que sustentará seus resultados na região este ano:

“Apesar de todas as despesas que chegam com as exportações, como o custo logístico e o de produção, as vendas externas, queira ou não queira, serão rentáveis este ano”.

Em 2011, com o mercado interno demandante, 40% da produção eram exportados. Naquela época a fábrica de Curitiba, PR, produzia dez chassis de ônibus por dia. Hoje o ritmo não ultrapassa cinco veículos/dia.

Os maiores mercados para a Volvo no segmento de ônibus são Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Este ano ela conquistou vendas importantes, para Panamá e Tunísia. Todeschini disse que para o Panamá foram enviadas duzentas unidades e, no ano que vem, mais trezentas. E para a Tunísia foram exportados sessenta ônibus articulados:

“A exportação cresceu muito porque o mercado interno está ruim. A partir do momento em que as vendas internas voltarem, os embarques devem diminuir a sua participação na produção. Essa relação, de 70% do volume produzido serem exportados, não é sustentável no longo prazo”.

Olivier Murguet, presidente da Renault para a America Latina, também acredita que depender muito do mercado externo não é sustentável para o Brasil. Segundo ele o custo Brasil, que inclui as despesas cambiais, logísticas, com a burocracia, deixa o País menos competitivo do que outros países da região, como Colômbia e México:

“Há três anos usamos a unidade da Colômbia como base de exportação de Duster, Logan e Sandero. O Brasil perdeu esse negócio por não ser competitivo. O negócio aqui não pode ser construído no longo prazo com base na exportação, pois isso é muito frágil. Nós, da Renault, apostamos no mercado interno”.

No ano passado 36% do que a Renault produziu no Brasil foram destinados às exportações e, no primeiro semestre, o crescimento foi de 63%: “As empresas estão fazendo o trabalho delas, mas há muito caminho a percorrer do lado de fora da fábrica para deixar o Brasil mais competitivo internacionalmente”.

Transantiago – A Volvo Bus Latin America está de olho na nova licitação para o sistema de transporte de Santiago, Chile. Todeschini disse que pelo projeto serão comprados 2,2 mil ônibus, todos eles dotados de motor Euro 6, noventa veículos elétricos e outros noventa com atributos especiais.

Ele esclareceu que os negócios com empresas do Chile devem ocorrer só no ano que vem: “Essa licitação é para descentralizar o transporte na cidade. Até hoje eram quatro empresas que operavam o sistema em Santiago. A proposta agora é para seis operadores, sendo que pode ser de qualquer lugar do mundo. Não é prerrogativa ser chilena”.

Caso a Volvo forneça para as empresas ganhadoras Todeschini disse que os veículos serão importados da Suécia pois, no Brasil, não há produção de motores Euro 6: “Todo o negócio será fechado pela Volvo Bus America Latina. Não pagaremos o imposto de importação desses chassis porque quando um produto é importado destinado à exportação não se cobra a taxa pois entramos no regime de drawback”.


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