Agência AutoData de Notícias


Salão de Detroit -
Vicente Alessi Filho, de Detroit, Estados Unidos

Wagoner parece melhor, assim como os resultados da GM

Array ( [last_activity] => 1472073633 [user_agent] => CCBot/2.0 (http://commoncrawl.org/faq/) [session_id] => dumu6i8aailbc9mkjteqk9c9j1 [B64KEY] => dc37eb2a5f232923db80ec0684c74fb4 ) 1
Pela primeira vez nos últimos dois anos as feições de Rick Wagoner, presidente e CEO da General Motors Corporation, não demonstravam estresse durante seu encontro com jornalistas brasileiros presentes à histórica centésima edição do Salão do Automóvel de Detroit, nos Estados Unidos. A razão óbvia são os melhores resultados que a companhia anunciará até o fim do mês com relação aos de 2005, inclusive no Brasil. O mais à vontade de Wagoner contrasta, também, com o espírito geral que perpassa este salão: existe luz, existe ação e muita música, alguns novos veículos aqui considerados compactos, muitos conceitos – mas o resultado não é, exatamente, entusiasmante.

“Executamos muitas mudanças na General Motors”, lembrou Wagoner. “Principalmente nos Estados Unidos. E os resultados certamente serão melhores. Trabalhamos muito em design e tecnologia.”

O Chevy Volt E-Flex, dotado de gerador que garante autonomia e eletricidade por coisa de 60 quilômetros, é um desses resultados de esforços em design e, particularmente, tecnologia. Outra área na qual os resultados foram favoráveis é a relação com os sindicatos: acordos realizados diminuíram em 25% os custos sociais da companhia, para algo próximo aos US$ 4 bilhões em 2006, cerca de US$ 1,2 mil por unidade produzida. Wagoner está aliviado com a reação da companhia, mas reconhece que é preciso mais, muito mais.

“Um de nossos desafios, juntamente com a melhora dos resultados financeiros, é combinar espaço e conforto para os clientes com menor consume de combustível. Estamos trabalhando no E-Flex, e esperamos bons resultados em três, quarto anos.”

A General Motors segue sendo a numero 1. Vendeu 9,1 milhões de unidades no ano passado, 45% das quais na América do Norte. Fechou dezembro com 55% de SUVs e assemelhados vendidos aqui, sinal que o consumidor acredita na estabilização do preço da gasolina. Wagoner é um competidor e garante que não entregará a rapadura para a Toyota: “Somos o numero 1 há 74 anos mas temos que olhar para a rentabilidade, sempre”.

Ele comparou GM com Toyota na China: 990 mil unidades em 2006 contra cerca da metade. “Dez anos atrás vendemos lá pouco mais de 10 mil carros.”

No Brasil, e apesar do que considera muito bom desempenho em 2006, os bons resultados condicionam os investimentos que, por sua vez, são combinados com aqueles feitos em outras partes do mundo de acordo com processo de desenvolvimento global de produtos e mercados.

A encrenca: outros centros de consumo de produtos Chevrolet vêem sua economia crescer muito mais depressa do que a brasileira. “Por que a economia no Brasil só cresce 3%, 4% ao ano e outras vão ao ritmo de 8%, 9%, 10%? Esta é uma questão que deveria preocupar aos brasileiros.”

Mas o mercado brasileiro bateu os 2 milhões de unidades comercializadas de novo e isso, de acordo com Wagoner, pode significar um novo sinal: a possibilidade de voltar a testar, aí, veículos General Motors de outras marcas que não a Chevrolet – Cadillac e Hummer, por exemplo. Saab, doze anos atrás, foi a última experiência.

Em janeiro de 2014 a participação deles era de 59%. Problema é falta de crédito para o consumidor dessa faixa e fim da produção de alguns modelos de entrada.
Empresa espera a adesão de 1,4 mil trabalhadores até dia 31 em São Bernardo do Campo
A atual crise econômica não alterou programa de investimento da empresa de ?1,2 bilhão
Se na Europa as empresas alcançaram acordo, por aqui o duelo promete novos embates judiciais
O país é o segundo mercado externo da montadora depois de iniciar remessas do HB20 para o Paraguai em março
Engenheiros e modelos da Toyota percorrerão a região para ver de perto as condições de rodagem e, assim, aperfeiçoar seus veículos