Executivos



Japão apresenta novas acusações contra Carlos Ghosn

Por Redação AutoData

- 11/01/2019

São Paulo – A justiça do Japão fez nova acusação formal contra Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, na sexta-feira, 11. O executivo foi acusado de violar a confiança da empresa e de não declarar parte de sua renda de março de 2015 e março de 2018, os últimos três anos fiscais japoneses. Em dezembro, o executivo já havia sido acusado pelo mesmo crime, mas com relação a 2010 e 2015. Ele está detido na capital japonesa desde 19 de novembro por sonegação fiscal e fraudes financeiras.

 

A Nissan e o ex diretor-representante da marca, Greg Kelly, também foram indiciados por ocultarem a fraude. Kelly, preso na mesma ocasião de Ghosn, foi libertado em 25 de dezembro após o pagamento uma fiança equivalente a R$ 2,5 milhões. As quantias supostamente não declaradas às autoridades japonesas equivaleriam a cerca de 9 bilhões de ienes, ou aproximadamente US$ 83 milhões.

 

A acusação diz ainda que Ghosn violou a política corporativa do Japão de usar a Nissan Motor para cobrir uma gama de perdas financeiras pessoais durante a crise de 2008 e pelos pagamentos realizados a um empresário saudita, informou o tribunal. A defesa de Ghosn anunciou que pedirá a liberdade do empresário mediante pagamento de fiança.

 

Na terça-feira, 8, o brasileiro apareceu em público pela primeira vez desde a prisão e afirmou ser inocente em audiência judicial. Na quinta-feira, 10, no entanto, deixou de comparecer a interrogatório alegando estar com febre alta.

 

Foto: Masato Yamashita.