Uma década sem engasgos

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19/06/2019

Há dez anos a engenharia brasileira da Bosch lançou no mercado uma criativa e eficiente solução tecnológica para acabar com a necessidade de se injetar gasolina durante a partida a frio de veículos flex abastecidos com etanol. Motoristas com mais de 40 anos certamente se lembram do desconforto que era ligar um carro a álcool nas manhãs de inverno.


Os proprietários de veículos que utilizam a tecnologia FlexStart, da Bosch, não precisam mais se preocupar com isso. O sistema consiste em aquecimento do etanol para partidas a frio em veículos Flex Fuel. Essa tecnologia eliminou a necessidade do reservatório auxiliar de gasolina (tanquinho) dos veículos flex.


A Bosch foi pioneira no desenvolvimento desta solução que foi criada aqui no Brasil, no centro de competência global da empresa para veículos flex. A primeira montadora a adotar a nova tecnologia foi a Volkswagen com o lançamento do Polo E-Flex, em 2009. Anos depois, veículos flex da Ford, Nissan, Honda, PSA e Chery já estavam equipados com o FlexStart.


De acordo com Fábio Ferreira, diretor de Produto da Divisão Powertrain Solutions da Bosch, “a principal vantagem deste sistema é o motorista não notar qualquer diferença na hora da partida a frio com o carro abastecido com etanol”.


O grande problema do etanol é mais visível em temperaturas abaixo de 15ºC, quando sua combustão é mais difícil que a da gasolina. Assim, podem ocorrer falhas na partida e aqueles indesejáveis engasgos na aceleração inicial dos veículos Flex Fuel.


Com o FlexStart, o etanol é aquecido antes de ser injetado no motor. Isto é feito por meio de uma galeria de combustível equipada com elementos aquecedores instalados em câmaras individuais, acionadas e monitoradas por uma unidade de controle de aquecimento. Como resultado, o combustível é injetado de forma mais pulverizada, o que melhora a combustão, assegura a partida e permite boas condições de dirigibilidade.


O FlexStart deixa o combustível na temperatura ideal para o motor, antes da injeção, permitindo que o carro flex tenha uma melhor performance. Controlado por softwares, o sistema eletrônico monitora e administra a exata quantidade de etanol necessária para a partida a frio, considerando as condições do motor e a temperatura ambiente.


Ferreira diz que a Bosch vai lançar em breve a terceira geração da tecnologia FlexStart que promete eficiência ainda maior no aquecimento e injeção do etanol e trará vantagens extras como a diminuição das emissões com a melhora da queima do combustível. De acordo com o executivo, a despeito da eletrificação veicular ser uma tendência global, a Bosch entende que os veículos flex ainda terão vida longa no País. “Há muito espaço para aperfeiçoamento dos veículos flex e, certamente, teremos muitos avanços com os veículos híbridos flex no Brasil”.

 

Foto: Divulgação.