Muito além da visão

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02/10/2019

É difícil encontrar alguém que não conheça, nunca tenha visto ou não faça ideia do que seja o “Batmóvel”, o indefectível veículo imortalizado no antigo seriado “Batman e Robin”, dos anos 1960. Até porque, de 1989 até 2012 o cinema lançou sete novos filmes com o super-herói e nunca deixou de dar uma incrementada no carrão do homem-morcego.

 

Mas o carro do Batman, equipado com poderes impressionantes que muitas vezes livram o herói de grandes enrascadas, vai ficar tecnologicamente atrasado se comparado com a nova geração de veículos que chegarão ao mercado já na próxima década. Exceto pelo poder bélico e pela descomunal potência do motor, o “Batmovel”, se pudesse sentir, ficaria com inveja desses novos veículos muito mais ecológicos e, sobretudo, com mais poderes para preservar a vida do condutor, passageiros e pedestres.

 

A alta engenharia está trabalhando para dotar os veículos reais com poderes óticos muito mais interessantes e vitais. A ZF, por exemplo, desenvolveu uma tecnologia de fusão de sensores e radares que, trabalhando em conjunto com sofisticadas câmeras, permite que os carros possam ver e ter uma exata noção de tudo o que acontece em seu entorno, inclusive longe do alcance da visão humana,  independente se o tempo está ensolarado, escuro, chuvoso ou com nevoeiro.

 

O sistema alia sofisticados radares que são capazes de mensurar distância, velocidade e até condições climáticas com câmeras que enxergam e identificam objetos ao seu redor e, para aumentar ainda mais a segurança, a tecnologia de sensores LiDAR (Light Detection And Ranging) trabalha em redundância com esses sistemas.

 

Aliando câmeras, sensores e radares, a ZF oferece aos carros, veículos comerciais e até máquinas industriais como tratores e empilhadeiras um poderoso conjunto de sentidos, capaz de ampla cobertura de 720 graus (todo o entorno, inclusive em cima e embaixo, são monitorados). Em nome da segurança total e irrestrita, buscando, efetivamente, zero acidentes, os sistemas são redundantes, ou seja, um pedestre ou qualquer tipo de obstáculo é instantaneamente notado por todos equipamentos, fazendo com que estes  veículos diminuam a velocidade, desviem, sigam o da frente ou até mesmo parem dependendo da situação, tudo isso com o “olhar” atento destas tecnologias.  

 

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Funciona assim: as câmeras são capazes de distinguir precisamente pessoas, veículos, animais, placas e obstruções com alta precisão angular. Dotadas de poderosas lentes, agem como “olhos biônicos em todas as direções”. Radares , por sua vez, têm a função de enxergar a distâncias maiores,  medir velocidade, inclusive, em total escuridão ou condições climáticas desfavoráveis. Já os sensores são capazes de suprir todas as necessidades, gerando assim redobrada segurança para motoristas, passageiros e pedestres.

 

Deste modo, mais do que enxergar, os sistemas da próxima geração de carros são capazes de sentir e detectar tudo à sua volta, independente de luz e distância. São tecnologias desenvolvidas para equiparem veículos de fases mais elevadas de automação e prontos para o decisivo passo para a automação completa, fase 5, quando os carros prescindirem completamente do motorista.

 

Além disso, inovadores sensores permitem que os veículos ouçam, e interpretem, sinais de alerta, emergência e sirenes e consigam tanto orientar o motorista como, no modo automação total, executar as manobras necessárias para permitir o fluxo de veículos de socorro. Provavelmente, no próximo filme do homem morcego, para não ficar para trás, o “Batmóvel” também vai ser equipado com esses avançados sistemas.