BorgWarner investe US$ 200 milhões em tecnologia elétrica

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A BorgWarner anunciou acordo para a aquisição da Sevcon, fabricante de componentes para carros elétricos, por US$ 200 milhões. Segundo balanço da companhia, referente ao desempenho de junho, o negócio está sujeito à aprovação das autoridades fiscais do Reino Unido, onde fica a sede da Sevcon. A conclusão do negócio deverá ser realizada até dezembro.

 

A Sevcom chamou a atenção por seus trabalhos no campo da eletrificação, área na qual atua desde 1988, quando firmou os primeiros acordos de desenvolvimento em parceria com algumas fabricantes de veículos. Para James Verrier, presidente da BorgWarner, a empresa possui tecnologias complementares a projetos da Sevcon: “Esta aquisição suporta nossa estratégia para fornecer tecnologia líder para todos os tipos de sistemas de propulsão, combustão, híbrido e eletricidade”.

 

A Sevcon surgiu em 1961, em Gateshead, Inglaterra. De lá para cá abriu unidades na Alemanha, China, Estados Unidos, França e Itália. No setor automotivo, participou do desenvolvimento do elétrico Renault Twizy, em 2012. Atualmente é fornecedora da SGMW, joint-venture chinesa criada por General Motors e Shangai Automotive que vende veículos Wuling.

 

A empresa, que possui capital aberto na Nasdaq, a bolsa de valores composta em sua maioria por companhias de tecnologia, registrou no segundo trimestre receita de US$ 15,7 milhões, volume maior do que o registrado no ano passado, US$ 13,2 milhões. As vendas da companhia cresceram 19% no período na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

 

Na área de veículos elétricos a BorgWarner vem ampliando sua oferta de componentes. Seu portfólio tem transmissões, motores e sistemas de arrefecimentos específicos para veículos movidos a eletricidade. A aquisição da Sevcon demonstra que a empresa segue a tendência de fusões e aquisições com empresas de tecnologia, comum no setor automotivo nos últimos anos.

 

Na América do Sul a BorgWarner faturou US$ 90 milhões em 2016, ou 1% do volume total de vendas alcançado no mundo todo, US$ 9 bilhões 7 milhões. A empresa acredita que com suas ações no mercado de reposição no Brasil poderá dobrar o faturamento na região até 2020.

 

Segundo seu balanço financeiro o faturamento no semestre foi de US$ 4 bilhões 797 milhões, 4,3% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. O lucro foi de US$ 401 milhões, aumento de 21,1% no comparativo com o resultado de janeiro a junho de 2016.

 

A BorgWarner informou, por meio de comunicado, que o bom desempenho no mundo ocorreu pela melhora das vendas para o mercado de reposição: o aftermarket cresceu 7,8% no período.

 

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