SUV dos compactos?

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11/08/2017

O Kwid fará barulho no segmento de entrada no mercado brasileiro. Com preço competitivo o modelo traz também equipamentos de segurança que não há em concorrentes diretos. É o único no segmento que dispõe de quatro airbags de série. A norma brasileira, desde 2014, estipula que todos os carros fabricados no Brasil devem ter dois airbags de série e freios ABS.

 

Segundo Antônio Fleischmann, diretor de projetos da Renault para a região Américas, segurança e custo foram os pilares para o desenvolvimento do carro, “e estou confiante no seu desempenho na futura verificação da Latin Ncap”. O Kwid tem, ainda, a maior altura do solo da categoria, 180 mm, e os ângulos de entrada, 24°, e de saída, 40°, utilizados pelo segmento SUV. E o maior espaço interno e o maior porta-malas da categoria de compactos, 290 litros:

 

“O Kwid não é um carro compacto, poid foi homologado como SUV. Então, podemos dizer que inovamos com mais uma categoria no Brasil”.

 

A Renault classificou o modelo como “robusto e arrojado” e, com isso, dá a impressão de ser maior que os seus 3 m 68 cm de comprimento – e “as rodas de 14 polegadas, de série, e os para-lamas encorpados valorizam ainda mais as suas características SUV”.

 

O Kwid traz posição de dirigir elevada e maior altura da cabine, e tem 2 m 423 mm de entre-eixos.

 

O Kwid, em sua versão mais completa, pesa 795 quilos e é dotado de configuração mais fraca do motor 1.0 Sce de três cilindros, de 79/82 cv e 10,2/10,5 mkgf, que equipa Logan e Sandero: 66/70 cv e 9,4/9,8 mkgf. A responsabilidade por essa diferença é o cabeçote: o Kwid tem comandos simples, enquanto os Renault maiores têm comandos variáveis para admissão e escape – tecnologia que encarece o motor.

 

Mesmo assim a Renault promete que será econômico e divulga médias de 15,2 km/l com gasolina e 10,5 km/l com álcool em trecho misto. O modelo também estreia a transmissão manual de cinco marchas SG1, que é mais leve e eficiente, de acordo com o comunicado à imprensa: “A corrente de distribuição, no lugar da correia, proporciona um baixo custo de manutenção, menos de um R$ 1,00 por dia”.

 

Crédito da foto: Divulgação