Varejo revisa projeções de vendas para 2017

Imagem ilustrativa da notícia: Varejo revisa projeções de vendas para 2017

O aumento das vendas de automóveis verificado de janeiro a setembro, quando o varejo vendeu 1 milhão 573 mil 562 unidade, uma alta de 7,8% com relação ao mesmo período do ano passado, inspirou a Fenabrave a aumentar suas expectativas para o ano. Em janeiro a entidade que representa as redes de concessionárias brasileiras, esperava que o ano terminasse com volume de vendas 2,4% maior ao registrado em 2016. O bom desempenho, no entanto, elevou a projeção para uma alta de 9,9%, ou um mercado de 2 milhões 34 mil 160 carros e veículos comerciais leves.

 

A queda da taxa de juros e o aumento da renda observados nos primeiros nove meses do ano, na visão da entidade, elevaram a confiança do consumidor, que buscou nos bancos de varejo recursos para aquisição de veículos novos, principalmente os de entrada. De acordo com Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, de cada dez pedidos de crédito uma média de 3,4 foram aprovados até julho: “Em termos quantitativos ainda é pouco, mas esperamos que este número aumente principalmente em 2018. A qualidade da carteira de pedidos melhorou, ou seja, os bancos estão recebendo mais garantias no momento do crédito”.

 

O presidente da entidade disse, na terça-feira, 3, que os veículos mais procurados no mercado, nos nove meses, foram aqueles com preços na faixa de R$ 30 mil a R$ 50 mil. Não por acaso os três veículos mais vendidos no País pertencem a esse grupo. Dados da Fenabrave apontam a manutenção do Chevrolet Onix no primeiro lugar das vendas, com a General Motors vendendo 134 mil 217 unidades do modelo até setembro. O Hyundai HB20 foi o segundo mais vendido, com 79 mil 365 unidades, e o Ford vendeu 68 mil 256 unidades do Ka, na terceira posição.

 

A entidade acredita que as vendas até o fim do ano fiquem em torno das 200 mil unidades/mês.

 

O desempenho comercial do Renault Kwid, lançado aqui em agosto, sustenta o ponto de vista de que o setor atingirá o crescimento de 10% em dezembro: “Por ser um lançamento vemos que ele é um dos elementos que tornarão viável o crescimento do setor nesta reta de fim de ano. É um modelo alinhado com as necessidades da demanda que busca preço”.

 

Do seu lançamento até o fim de setembro foram vendidos 13 mil 603 unidades do modelo. Foi o segundo automóvel mais vendido no mês – 10 mil 358 unidades, desbancando Ka, HB20 e Chevrolet Prisma.

 

De janeiro a setembro as concessionárias foram responsáveis por 64,96% das vendas de automóveis no País. Os 35% restantes corresponderam às vendas diretas, modalidade que vem ganhando corpo ao longo do ano no comércio de automóveis. As fatias praticamente ficaram estáveis na comparação com agosto, quando as vendas diretas representaram 34,5% das vendas totais de carros.

 

Caminhões – Se a Fenabrave elevou sua projeção para o segmento de automóveis no de caminhões, no entanto, sua perspectiva é a de que o varejo venda menos do que as projeções feitas em janeiro, coisa de pouco menos de 50 mil unidades – exatamente 49 mil 286. No início do ano a aposta mirava em 51 mil 702 unidades.

 

Para Alarico Assumpção Júnior a safra contribuiu para o desempenho do segmento no primeiro semestre, mas não foi o suficiente pra mudar o cenário: “Ainda há frota disponível. Existem 110 mil caminhões parados à disposição dos frotistas”.

 

No segmento de ônibus a projeção foi revista para cima: em janeiro o varejo esperava vender 14 mil 247 unidades, e a projeção mais atual fala em 14 mil 738. Para o presidente da Fenabrave contratos de renovação de frota deverão ser assinados por municípios até dezembro.

 

Fonte: Divulgação