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Move Aplicativos incentiva adesão de mulheres e exige redução de preço

Governo federal anunciou programa de R$ 30 bilhões para financiamentos de veículos de até R$ 150 mil com taxas subsidiadas

São Paulo – Depois dos R$ 31,2 bilhões para o Move Brasil financiar caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, dos R$ 10 bilhões para o Move Agrícola, mirando o agronegócio, o governo federal anunciou na terça-feira, 19, pacote de R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativos adquirirem veículos 0 KM a taxas reduzidas e condições diferenciadas.

Conforme adiantado pela Agência AutoData poderão ser financiados veículos de até R$ 150 mil, flex, híbridos flex ou elétricos, nacionais ou importados, por motoristas que, nos últimos doze meses, realizaram pelo menos cem corridas. Como contrapartida as montadoras deverão conceder pelo menos 5% de desconto no preço de tabela praticado em maio.

Segundo o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, as montadoras prometeram adesão ao programa em reunião realizada na semana passada. E, segundo ele, descontos superiores a 5% serão oferecidos aos motoristas e taxistas.

“Todas as montadoras têm a agradecer ao presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva]”, afirmou na cerimônia Igor Calvet, presidente da Anfavea. “Ele é um especialista em criar demanda para o setor. Mais veículo vendido é mais produção e mais empregos gerados.”

Condições melhores para as mulheres

A expectativa é a de que os primeiros financiamentos com os recursos, que serão operados pelo BNDES com recursos do Tesouro, sejam aprovados até o começo de junho. Serão concedidos seis meses de carência e prazo de pagamento de até 72 meses.

A taxa de juros é inferior à Selic: 12,6% para motoristas homens. O governo acenou também com as mulheres ao promover taxas inferiores, de 11,6%, para incentivar mais mulheres a fazer corridas de aplicativo. Os R$ 30 bilhões financiarão, também, equipamentos de segurança para motoristas mulheres.

Substituir a locação

O governo calcula que o público-alvo da medida chega de 1,2 milhão a 1,4 milhão de motoristas. As plataformas, como Uber e 99, comprovarão a aptidão ao financiamento, de acordo com Aloízio Mercadante, presidente do BNDES:

“Precisaremos ser rigorosos porque estes recursos são direcionados para quem trabalha de verdade.”

Segundo Rosa, do MDIC, o objetivo é substituir os gastos com locação de veículos por uma parcela de financiamento – e, ao fim do contrato, o bem fica com o motoristas: “O motorista que hoje aluga um carro de R$ 100 mil paga uma parcela de cerca de R$ 4,2 mil. No financiamento a parcela será de R$ 2,5 mil. Quem quiser um carro melhor para acessar categorias que pagam mais por corrida, de R$ 149,9 mil, poderá pagar R$ 3,1 mil de parcela. A locação custa R$ 6 mil”.

Ao fim da cerimônia o presidente Lula assinou a medida provisória e prometeu que, agora, busca algo destinado a motociclistas. Será criado um site para que os motoristas solicitem os financiamentos.

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