Ano 9 | Janeiro 2026 2026
BAG SUMÁRIO SUMMARY 108 114 120 126 92 94 10 24 46 62 86 144 18 38 54 74 96 138 150 160 BOSCH CONTINENTAL PARAFUSOS PERFIL EMPRESARIAL CORPORATE PROFILE GRUPO ABG RESFRIAR VOLARE MARCOPOLO DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE FABRICANTES DE IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS ROAD TRANSPORT EQUIPMENT MANUFACTURERS FABRICANTES DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES CAR AND LIGHT COMMERCIAL MANUFACTURERS FABRICANTES DE AUTOPEÇAS/SISTEMISTAS AUTOPARTS/SYSTEMS MANUFACTURERS FABRICANTES DE CAMINHÕES HEAVY DUTY TRUCK MANUFACTURERS FABRICANTES INDEPENDENTES DE MOTORES PESADOS INDEPENDENT HEAVY DUTY ENGINES MANUFACTURERS IMPORTADORES DE VEÍCULOS VEHICLE IMPORTERS FABRICANTES DE PNEUS TIRE MANUFACTURERS FABRICANTES DE MOTOCICLETAS MOTORCYCLE MANUFACTURERS ASSOCIAÇÕES DE CONCESSIONÁRIOS DEALERS ASSOCIATIONS MÁQUINAS AGRÍCOLAS E DE CONSTRUÇÃO AGRICULTURAL AND HIGHWAY CONSTRUCTION MACHINERY ENTIDADES ENTITIES CONJUNTURA SCENARIO FABRICANTES DE ÔNIBUS BUS MANUFACTURERS 22 IVECO 36 ELETRA
ESPAÇO CENTER 3 – AV PAULISTA, 2061 06 de ABRIL O BRASIL INICIA UM NOVO CICLO ECONÔMICO E INDUSTRIAL. A reindustrialização ganha força. A tecnologia redefine processos. O setor automotivo, responsável por mais de 20% do PIB industrial, permanece no centro das transformações que irão moldar a próxima década. Em 2026, os líderes que influenciam decisões estratégicas da indústria brasileira estarão reunidos em um encontro único, dedicado a antecipar cenários, interpretar tendências globais e apontar caminhos concretos para um Brasil cada vez mais competitivo. O FUTURO DA MOBILIDADE, DA INDÚSTRIA E DO BRASIL COMEÇA AQUI. OS DESAFIOS DO NOVO BRASIL
BLOCO 1 BLOCO 2 O FUTURO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA AS MEGATENDÊNCIAS NA VISÃO GLOBAL A visão institucional que orientará a reconstrução econômica do País O primeiro bloco do Congresso Megatendências 2026 apresentará a leitura conjunta das três principais vozes estratégicas do novo ciclo industrial brasileiro que são a FIESP, o MDIC e BNDES. Serão debatidos os pilares da neoindustrialização, o papel da indústria automotiva como vetor de competitividade e as condições necessárias para acelerar investimentos, inovação, produtividade e qualificação da mão de obra no futuro de curto prazo. Executivos convidados: • Paulo Skaf — Presidente da FIESP • Uallace Moreira — Secretário de Desenvolvimento Industrial (MDIC) • Diretor do BNDES (a confirmar) A leitura dos líderes internacionais das montadoras sobre a próxima década O mundo vive uma década decisiva no setor automotivo: eletrificação, híbridos de nova geração, conectividade, manufatura avançada, inteligência de dados, reconfiguração das cadeias globais. Neste bloco, executivos internacionais apresentarão a visão estratégica que está moldando o plano global das montadoras para os próximos anos e como isso poderá afetar diretamente os negócios no Brasil. Executivos convidados: • Antonio Filosa — CEO Global da Stellantis • Ricardo Coelho, chefe de engenharia de produto de caminhões médios e pesados da Iveco • Executivo C-Level da Omoda (a confirmar) • Executivo C-Level da GWM (a confirmar) • Executivo C-Level da Ford (a confirmar)
BLOCO 3 BLOCO 4 O FUTURO DO SETOR AUTOMOTIVO NO BRASIL A VISÃO DOS ESPECIALISTAS A visão de quem decide: presidentes das montadoras, compradores e grandes fornecedores de autopeças e componentes A indústria automotiva nacional está entrando em um período de profundas redefinições: novos players, tecnologias híbridas, eletrificação gradual, reorganização das compras, pressão por escala e competitividade, além de mudanças no mercado de veículos comerciais. Neste bloco, presidentes, executivos de suprimentos e líderes da cadeia discutem oportunidades reais, desafios operacionais e estratégias para o Brasil permanecer relevante no mapa global da mobilidade. Executivos convidados: • Evandro Maggio — Presidente da Toyota • Ciro Possobom — Presidente da Volkswagen • Rodrigo Chaves — VP de Suprimentos da VWCO • Márcio Alfonso — VP de Produção e Inovação da GWM • Ricardo Coelho — Chefe de Engenharia de Produto de Caminhões — Iveco • Roberto Cortes — Presidente e CEO da VWCO • Marcio Querichelli — Presidente da Iveco Latin America • Christopher Podgorski — CEO da Scania Latin America • Carlos Delich — Presidente da ZF • Executivos da Bosch (a confirmar) Conectividade, digitalização, comércio exterior e os caminhos estratégicos para 2026 Os especialistas que acompanham, analisam e projetam tendências estruturais apresentarão as chaves para compreender a nova competição global. Conectividade, 5G, digitalização industrial, telemetria, infraestrutura de dados, acordos internacionais, cadeias logísticas e variáveis macroeconômicas compõem a leitura deste bloco. Executivos e especialistas convidados: • Alexandre Dal Forno — Diretor de 5G e IoT da TIM • Consultor especialista em comércio exterior • Ricardo Roa — Sócio-líder Automotivo da KPMG América do Sul
CONGRESSO AUTODATA MEGATENDÊNCIAS 2026 OS DESAFIOS DO NOVO BRASIL VALORES E LOTES DE INSCRIÇÃO Informações/inscrições: (11) 93372 1801 | seminarios@autodata.com.br | www.autodata.com.br até 13 de fevereiro 20% de desconto (R$ 1.840,00) LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 até 13 de março 10% de desconto (R$ 2.070,00) após 13 de março Preço cheio (R$ 2.300,00) ESPAÇO CENTER 3 – AV PAULISTA, 2061 06 de ABRIL PATROCINADORES
BAG BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 9 EDITORIAL EDITORIAL autodata.com.br AutoDataEditora autodata-editora @autodataeditora Diretor de Redação Leandro Alves Conselho Editorial Isidore Nahoum, Leandro Alves, Márcio Stéfani, Pedro Stéfani, Vicente Alessi, filho Colaboraram nesta edição Caio Bednarski, Roberto Hunoff e Soraia Abreu Pedrozo, reportagem; Pedro Kutney, Vicente Alessi, filho, edição Projeto gráfico/arte Romeu Bassi Neto Fotografia DR/divulgação Capa Foto MakDill/shutterstock Comercial e publicidade tel. PABX 11 3202 2727: André Martins, Luiz Giadas, Rosa Damiano e Vanessa Vianna Assinaturas/atendimento ao cliente tel. PABX 11 3202 2727 Departamento administrativo e financeiro Isidore Nahoum, conselheiro, Thelma Melkunas, Hidelbrando C de Oliveira, Vanessa Vianna ISN 1415-7756 AutoData é publicação da AutoData Editora e Eventos Ltda., Av. Guido Caloi, 1000, bloco 5, 4º andar, sala 434, 05802-140, Jardim São Luís, São Paulo, SP, Brasil. É proibida a reprodução sem prévia autorização mas permitida a citação desde que identificada a fonte. Jornalista responsável Leandro Alves, MTb 30 411/SP In addition to presenting scenarios and analyses covering virtually every segment of the automotive sector in the country, this BAG, our Brazil Automotive Guide 2026, offers much more. The Brazilian automotive industry has been expanding its horizons to keep pace with the global transition toward increasingly decarbonized vehicles. This includes not only new manufacturers of passenger cars, light commercial vehicles, trucks, and buses, but also suppliers, dealerships, and organizations that have specialized or broadened their scope of operations. These innovations and the leaders driving this transformation can be found in the profiles of all the companies listed in this BAG. As described in the articles preceding the profiles for each segment of the automotive value chain, the road ahead this year will not be smooth. However, it would be inaccurate to say it will be unfavorable. There is a cautious optimism, and certain precautions must be taken to ensure the automotive composition does not skid on a wet track. The outlook is that better days lie ahead: real growth in the market, production, and exports. New domestic plants and the confidence that dark clouds will dissipate over the course of this year. By the end of this journey, the automotive industry will undoubtedly emerge stronger. Além de apresentar cenários e análises sobre quase todos os segmentos da atividade automotiva no País, este BAG, Brazil Automotive Guide, nosso Guia Automotivo Brasileiro 2026, tem muito mais a oferecer. A indústria automotiva brasileira tem ampliado seus horizontes para acompanhar a transição global para veículos cada vez mais descarbonizados. São novos fabricantes de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, mas, também, fornecedores, concessionários e entidades que têm se especializado ou ampliado sua área de atuação. Essas novidades e os líderes que estão trabalhando nessa transformação podem ser consultados nas fichas de todas as empresas listadas neste BAG. Como está descrito nas reportagens que antecedem as fichas de cada segmento da atividade automotiva, o caminho não será tranquilo este ano. Mas também não dá para dizer que será ruim. Há um otimismo reservado e alguns cuidados que deverão ser tomados para a composição automotiva não derrapar na pista molhada. A expectativa é de que dias melhores estão à frente. Crescimento real do mercado, da produção e das exportações. Novas fábricas nacionais e a certeza de que nuvens escuras se dissiparão ao longo deste ano e certamente ao fim desta jornada a indústria automotiva estará mais forte. Terreno escorregadio em 2026 Slippery terrain in 2026
BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 10 Depois de o mercado automotivo superar as expectativas em 2024 e crescer 14%, realidade bem diferente bateu com força no setor em 2025, que somou 2 milhões 690 mil unidades de emplacamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus de janeiro a dezembro, registrando leve crescimento de 2,1%. No início do ano passado, após o bom desempenho em 2024, a expectativa era de um novo período positivo para o mercado, com a Anfavea projetando ampliação para 2,8 milhões de unidades e expansão de 6,3%. O primeiro semestre do ano passado, porém, foi complicado, uma vez que o Copom, Comitê de Política Monetária, formado pelo presidente e diretores do Banco Central, elevou a taxa Selic, que passou para 13,25% em janeiro, sinalizando que novos aumentos viriam para ajustar a inflação nacional, contraindo o consumo. E isto se confirmou: houve aumentos em março, maio e junho, encerrando o ano em com taxa de 15%. O vento forte perdeu força em 2025 Strong winds lost momentum in 2025 The market fell short of expectations after posting excellent growth the previous year Mercado ficou abaixo do esperado depois de registrar ótimo crescimento no ano anterior BAG DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE After the automotive market exceeded expectations in 2024 with a 14% growth, a quite different reality hit the sector hard in 2025, which recorded 2.69 million registrations of passenger cars, light commercial vehicles, trucks, and buses from January to December, reflecting a modest growth of 2.1%. At the start of last year, following the strong performance in 2024, the outlook was for another positive period, with Anfavea projecting an increase to 2.8 million units and a 6.3% expansion. However, the first half of last year proved challenging, as the Copom (Monetary Policy Committee), comprised solely by the president and directors of Brazilian Central Bank, raised the Selic interest rate to 13.25% in January, signaling further hikes to adjust the national inflation by curbing consumption. This was confirmed with additional increases in March, May and June, closing the year with a rate of 15%.
BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 11 BAG DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE Campo Largo | Caterpillar Curitiba | CNH Industrial, Volvo Pinhais | Komatsu Ponta Grossa | DAF São José dos Pinhais | Audi/Volkswagen, Renault Arujá | Komatsu Indaiatuba | Toyota Iracemápolis | Great Wall Motor Itirapina | Honda Mogi das Cruzes | AGCO, General Motors Pederneiras | Volvo Piracicaba | Caterpillar, CNH Industrial, Hyundai Porto Feliz | Toyota São Bernado do Campo | Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen São Caetano do Sul | General Motors São Carlos | Volkswagen São José dos Campos | General Motors Sorocaba | CNH Industrial, Toyota Sumaré | Honda Suzano | Komatsu Taubaté | Volkswagen Canoas | AGCO Caxias do Sul | Agrale Gravataí | General Motors Ibirubá | AGCO Santa Rosa | AGCO Araquari | BMW Joinville | GM Itatiaia | Jaguar Land Rover Porto Real | Stellantis Resende | Nissan, VWCO Betim | Stellantis Contagem | CNH Industrial Juiz de Fora | Mercedes-Benz Sete Lagoas | Iveco Anápolis | CAOA Catalão | HPE Goiana | Stellantis Camaçari | BYD Horizonte | Pace São Mateus | Agrale FABRICANTES DE VEÍCULOS NO BRASIL * * Unidades fabricantes de veículos, motores, partes, máquinas agrícolas e de construção (pode haver mais de uma fábrica em uma mesma localidade) BAHIA CEARÁ
BAG DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 12 Com a taxa Selic subindo sucessivamente o crédito, principal motor do mercado, foi ficando cada vez mais caro, pois os bancos elevaram sobremaneira os juros para financiamento de veículos, dificultando a compra de modelos zero-quilômetro. Outro movimento que impediu o incremento do mercado automotivo foi a inadimplência, que também avançou em 2025, chegando a 5,4% em novembro para pessoas físicas. Este movimento tornou ainda mais restrito o acesso ao crédito, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Com todos esses fatores atuando contra o consumo, mesmo com taxas recordes de ocupação do mercado de trabalho, as quatro altas na taxa Selic durante o primeiro semestre e a demanda menor do que a esperada fez a Fenabrave, que reúne os concessionários, revisar suas projeções, principalmente por causa da grande queda nas vendas de caminhões, e em julho anunciou uma nova projeção que pretendia alta de 4,4% das vendas com 2 milhões 751 mil unidades. Este índice e este número foram novamente revisados em outubro, desta vez pelo mau desempenho de automóveis e comerciais leves no varejo, caindo para 2 milhões 702 mil vendas, expansão de 2,6% sobre 2024. A Anfavea apostou um pouco mais na sua projeção inicial, sustentando os números até agosto, esperando uma reação do mercado, ainda que alertasse desde o primeiro semestre que o segmento de caminhões estava sofrendo muito com os juros altos para financiamentos e não dava sinais de recuperação. A nova projeção da Anfavea foi de 2 milhões 765 mil vendas, expansão de 5% sobre 2024, índice que foi sustentado até o fim do ano, mesmo com o seu presidente, Igor Calvet, reconhecendo no começo de outubro que seria difícil a indústria atingir os volumes necessários em três meses para chegar nos números projetados. No caso da produção, que fica a cargo da Anfavea contabilizar o desempenho, a entidade começou 2025 esperando 2 milhões 749 mil unidades, com alta de 7,8% sobre 2024, desejo que foi mantido na revisão em agosto porque na visão da entidade a menor demanda do mercado interno seria compensada pelas exportações. No fim de 2025 as fabricantes instaladas no Brasil fabricaram 2 milhões 644 mil veículos, volume 3,5% superior ao de 2024. A visão da Anfavea com relação às exportações se confirmou na revisão das projeções, pois a inicial era de 428 mil veículos, crescimento de 7,5% sobre 2024. Porém, com a forte retomada do mercado With the Selic rate rising successively, credit, the main engine of the market, became increasingly expensive, as banks sharply raised interest rates for vehicle financing, making the purchase of new models more difficult. Another factor that hindered the automotive market’s growth was the rise in default rates, which also increased in 2025, reaching 5.4% in November for individuals. This further restricted access to credit for both individuals and companies. Despite record-high employment rates, the four Selic hikes in the first semester and lowerthan-expected demand led Fenabrave, the dealers association, to revise its forecast, mainly due to a significant drop in truck sales. In July, a new projection anticipated a 4.4% increase in sales, totaling 2.75 million units. This figure was revised again in October, this time due to poor retail performance of cars and light commercial vehicles, dropping to 2.7 million sales, a 2.6% increase over 2024. Anfavea maintained a slightly more optimistic initial projection, holding the numbers until August and expecting a market rebound, although it warned since the first semester that the truck segment was suffering from high financing rates and showed no signs of recovery. The new Anfavea projection was 2.76 million sales, a 5% increase over 2024, a figure sustained until year-end, even as its president, Igor Calvet, acknowledged in early October that it would be difficult for the industry to reach the projected volumes in the final three months. Regarding production, which is tracked by Anfavea, the entity began 2025 expecting 2.75 million units, a 7.8% increase over 2024, a target Alf Ribeiro/shutterstock
BAG DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 13
BAG DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 14 maintained in the August revision because, in its view, lower domestic demand would be offset by exports. By the end of 2025, manufacturers in Brazil produced 2 million 644 thousand vehicles, a volume 3.5% higher than in 2024. Anfavea’s outlook on exports was confirmed in the revised projections: the initial forecast was 428 thousand vehicles, a 7.5% increase over 2024. However, with the strong recovery of the Argentine market, this number rose to 552 thousand, a volume 38.4% higher than the previous year. Ultimately, Brazil exported almost 529 thousand vehicles in 2025, an increase of 32.1% over the prior year. SUSTAINABLE CAR The program launched by the federal government in July 2025, which reduced the IPI (Industrialized Products Tax) on certain models through the Mover program — provided they met requirements such as domestic production, CO2 emissions below 83 grams/km, and over 80% recyclable materials — helped sustain part of the sales in the second half, slightly mitigating the slowdown in registrations. From July 11th to December 31st, sales of models included in the Sustainable Car program grew 15.6% compared to the same months in 2024, reaching 247.4 thousand units. COMMERCIAL VEHICLES Truck sales were hit hardest by high interest rates throughout 2025, totaling 113.5 thousand units, a 9.2% decline compared to 2024, mainly due to the heavy vehicle segment, which accounts for almost half the market and saw a drop of over 20% last year. Anfavea highlighted this scenario throughout the year and sought government action, but 42 Cidades/Cities 60 Fábricas/Factories 11 Estados/States 26 Associadas/Associates Indústria de veículos em 2025 Vehicle industry in 2025 argentino, este número subiu para 552 mil, volume 38,4% superior ao exportado em 2024. No fim das contas o Brasil exportou quase 529 mil veículos em 2025, com incremento de 32,1% sobre o ano anterior. CARRO SUSTENTÁVEL O programa criado pelo governo federal em julho de 2025, que reduziu o IPI de alguns modelos por meio do programa Mover desde que eles seguissem regras como produção nacional, emissão de CO2 menor do que 83 gramas/km e ter mais de 80% de materiais recicláveis, ajudou a sustentar parte das vendas no segundo semestre, servindo para inibir um pouco a queda no ritmo dos emplacamentos. De 11 de julho a 31 de dezembro as vendas dos modelos que fazem parte do programa Carro Sustentável cresceram 15,6% na comparação com iguais meses de 2024, chegando a 247,4 mil unidades vendidas. VEÍCULOS COMERCIAIS As vendas de caminhões foram as que mais sofreram com os juros altos ao longo de 2025, somando 113,5 mil unidades, retração de 9,2% com relação a 2024, principalmente pelo segmento de veículos pesados, que representam quase metade do mercado e acumularam queda acima de 20% no ano passado. O cenário foi alertado pela Anfavea ao longo do ano, que tentou alguns movimentos junto ao governo para que medidas fossem tomadas, mas isto não impediu a forte retração do segmento, uma vez que os empresários adiaram parte das compras para 2026, esperando o recuo nas taxas de juros. A expectativa é de que o mercado de caminhões retome o fôlego a partir do segundo semestre, para quando se espera queda nas taxas de juros, ferramenta importante neste modelo de negócio.
BAG DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 15 PERFIL DO SETOR O setor automotivo começou 2025 com 59 fábricas instaladas em dez estados e 41 cidades. Este número cresceu com o início da operação da Pace, Planta Automotiva do Ceará, em Horizonte, onde era a antiga fábrica da Troller. Dessa forma atualmente são sessenta fábricas em onze estados e em 42 cidades. De acordo com o anuário da Anfavea a indústria tinha capacidade produtiva de 4,6 milhões em janeiro, porém, este dado ainda não considera os volumes das novas fábricas da BYD e da GWM, que já estão montando veículos e têm capacidade para entregar até 200 mil unidades por ano, sendo 150 mil e 50 mil, respectivamente. Atualizando os dados totais desta forma a capacidade produtiva das montadoras instaladas no País é de 4,8 milhões de unidades/ano, sem considerar o volume da Pace, que está montando o Spark, elétrico chinês da Chevrolet, mas ainda em pequeno volume. Ao longo de 2026 outras marcas chinesas poderão iniciar a produção de veículos eletrificados no Brasil, caso da Omoda&Jaecoo e da GAC, que já confirmaram a intenção de produzir localmente. No fim do ano é provável que o Brasil se aproxime de capacidade instalada para 5 milhões de veículos produzidos por ano – sem considerar as fabricantes de máquinas, que têm capacidade para entregar até 125 mil unidades por ano. Com o porte atual a indústria brasileira de veículos se mantém como a oitava maior do mundo e o mercado interno é o sexto maior, com faturamento de US$ 74,7 bilhões. Com este total de receita as empresas geraram US$ 107 bilhões em impostos como IPI, PIS/Cofins, ICMS e IPVA. Para atender às montadoras locais o Brasil dispõe de parque de 527 empresas fabricantes de autopeças, com 680 fábricas, de acordo com o Sindipeças. E para vender todos os carros nacionais e importados o País conta com 8,2 mil concessionárias, segundo o dado mais atual da Fenabrave, que considera todos os segmentos, das motocicletas aos veículos pesados. these efforts did not prevent the segment’s sharp contraction, as business owners postponed some purchases to 2026, anticipating lower interest rates. The expectation is that the truck market will regain momentum from the second half of the year, when interest rates are expected to fall—a crucial factor for this business model. SECTOR PROFILE The automotive sector began 2025 with 59 factories across ten states and 41 cities. This number increased with the start of operations at Pace (Automotive Plant of Ceará) in Horizonte, at the former Troller factory site. Thus, there are now sixty factories in eleven states and 42 cities. According to Anfavea’s yearbook, the industry had a production capacity of 4.6 million units in January, but this figure does not yet include the new BYD and GWM plants, which are already assembling vehicles and have a combined capacity of up to 200 thousand units per year (150 thousand and 50 thousand, respectively). Updating the totals, the installed capacity of automakers in the country is 4.8 million units, not counting Pace, which is assembling the Chinese Chevrolet Spark electric vehicle, though still in small volumes. Throughout 2026, other Chinese brands may begin producing electrified vehicles in Brazil, such as Omoda&Jaecoo and GAC, which have already confirmed plans for local production. By yearend, the country is likely to approach an installed capacity of 5 million vehicles per year —not including machinery manufacturers, which can deliver up to 125 thousand units annually. With its current scale, the Brazilian vehicle industry remains the eighth largest in the world, and the domestic market is the sixth largest, with revenues of US$ 74.7 billion. This revenue generated US$ 107 billion in taxes, including IPI, PIS/Cofins, ICMS, and IPVA. To supply local automakers, Brazil has a network of 527 auto parts manufacturers with 680 factories, according to Sindipeças. To sell all domestic and imported cars, Brazil has 8.2 thousand dealerships, according to the latest Fenabrave data, covering all segments from motorcycles to heavy vehicles.
BAG CONJUNTURA SCENARIO BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 18 Resiliente, a economia brasileira vem diminuindo o ritmo de expansão nos últimos quatro anos, quando inverteu a curva e registrou crescimento de 4,6% em 2021. O lado positivo dessa equação é que a geração de riquezas ainda aumenta. Se em 2025 o PIB avançou 2,1%, apesar de a taxa básica de juros persistir altíssima, este ano o Brasil deverá crescer torno de 2%, abaixo do potencial que outros indicadores como a taxa de desemprego, por exemplo, demonstram. O Copom, Comitê de Política Monetária, integrado pelo presidente e diretores do Banco Central, Manutenção de incertezas faz com que crédito seja um problema Persistent uncertainties make credit a challenge The Brazilian economy has demonstrated resilience, though the pace of expansion has decelerated over the past four years, reversing its trajectory after posting a 4.6% growth in 2021. On the bright side, wealth generation continues to rise. In 2025, GDP advanced by 2.1% despite persistently high benchmark interest rates. For this year, Brazil is expected to grow arround 2%, a figure below the potential suggested by other indicators, such as the unemployment rate. Copom, the Monetary Policy Committee, composed exclusively by the president an Forecasts indicate continued economic growth, albeit at a slower pace, while the Central Bank signals a gradual reduction in the benchmark interest rate Projeções apontam para continuidade do crescimento da economia, embora em menor velocidade, ao mesmo tempo em que Copom sinaliza queda da Selic Freepik
BAG CONJUNTURA SCENARIO BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 19 directors of Brazilian Central Bank, has maintained the Selic rate at 15% over the last six months, arguing that this is necessary to anchor inflation at lower levels. This high policy rate remains a drag on the economy and, according to current signals, is likely to undergo a gradual reduction starting in March, potentially closing the year at 12%. This stance is driven by inflation running at 4.26% in 2025 and a projected 4% in 2026. This policy mix, with limited practical effect, has had a severe impact on the automotive sector, which is highly dependent on credit to drive and sustain sales. Currently, nearly half of all vehicle sales are financed. Contrary to this restrictive approach imposed by financial market orthodoxy, the chief economist of Fiesp (São Paulo State Federation of Industries), Igor Rocha, believes his forecast of 1.9% GDP vem mantendo a taxa Selic em 15% nos últimos seis meses sob o argumento de que é necessário trazer a inflação para níveis mais baixos. Esta é a âncora que segura o País e, ao que tudo indica, a taxa básica elevada seguirá arrastando a economia, devendo começar uma redução suave em março para, até dezembro, fechar em 12%. Tudo isto por causa da inflação de 4,26% em 2025 e uma projeção de 4% em 2026. Esta receita de pouco resultado prático tem um reflexo terrível no setor automotivo, uma vez que depende de crédito para tornar viáveis e fomentar suas vendas. Hoje quase a metade das vendas é realizada a prazo. Na contramão dessa receita penosa imposta pelos gurus do mercado financeiro o economista chefe da Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Igor Rocha, acredita que sua previsão, de alta de 1,9% para o PIB em 2026, possa ser su2 945 2 014 2 248 2 370 2 324 2 635 2 690 2 762 2 788 2 058 2 120 2 104 2 308 2 549 2 644 2 741 433,5 324,3 376,4 480,9 403,9 398 529 536 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026* Desempenho dos fabricantes de veículos no Brasil – 2019-2026* Performance of vehicle manufacturers in Brazil - 2019-2026 Em milhares de unidades/In thousands of units Produção/Production | Vendas/Sales | Exportações/Exports Fonte: Anfavea/*projeções
BAG CONJUNTURA SCENARIO BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 20 perada ao longo do ano, pois, segundo ele, existem fatores que podem surpreender: “Chegar a 2,2% ou 2,3% é totalmente factível”. A taxa de desemprego deve continuar a impulsionar o crescimento do País. O último resultado, com dados apurados até 30 de novembro de 2025, apontava para a menor taxa da história, de 5,2%. Em 2026 pode oscilar de 5,2% a 6,5%, dependendo do desempenho da economia: “O mercado de trabalho aquecido reduzirá o volume de pessoas com empregos informais”. O problema, portanto, ainda reside nos juros, que há três anos é a pedra no sapato das fabricantes de veículos: 2025 começou com taxa de 12,25% e, em uma rápida escalada, em junho estacionou nos 15% ao ano. Isto mexeu com as projeções da Anfavea, que no início projetava alta de 6,3% nas vendas, totalizando 2,8 milhões de veículos – àquela altura a elevação da Selic era esperada, porém, com movimento de queda no segundo semestre, o que não aconteceu. Com o desempenho fraco as metas foram revisadas, passando para alta de 5% e 2 milhões 765 mil veículos. A expectativa de produção só foi mantida em 7,8%, para 2 milhões 749 mil unidades, porque as exportações dispararam fechando 2025 com 529,8 mil unidades, crescimento de 32,1% sobre 2024. No início de 2025 a expectativa era avançar 7,5%, para 428 mil unidades. O câmbio também ajudou, diante do fato de a moeda brasileira, na comparação com outros países emergentes, ter sido a quarta que mais valorizou em 2025, finalizando o ano com apreciação de 12,8% e valor de R$ 5,50. CARRO SUSTENTÁVEL O Programa Carro Sustentável, do governo federal, deu uma mãozinha nas vendas pois o desconto no IPI impulsionou o emplacamento das versões de entrada de alguns poucos modelos – o que deve continuar ajudando, uma vez vigorará até o fim de 2026. De acordo com dados da Anfavea, desde o seu lançamento, em 11 de julho, até 31 de dezembro, houve acréscimo de 15,6% no acumulado das vendas destes modelos na comparação com igual período de 2024: foram 247,4 mil unidades contra 214 mil, diferença de 33,4 mil unidades. Em 2025 os 2 milhões 552 mil automóveis e comerciais leves vendidos ainda estão 2,6% acima do comercializado em 2024. “A demanda segue estável, mesmo no ambiente de juros elevados, que tornam growth in 2026 could be exceeded, as there are factors which may surprise: “Reaching 2.2% or even 2.3% is entirely feasible.” The unemployment rate should continue to underpin economic growth. The latest data, as of November 30th, 2025, showed the lowest rate on record at 5.2%. In 2026, it could fluctuate between 5.2% and 6.5%, depending on economic performance: “A buoyant labor market will reduce the share of informal employment.” The main challenge, therefore, remains the interest rate, which has been a thorn in the side of automakers for three years. 2025 began with the Selic at 12.25%, but it quickly climbed to 15% per annum by June. This shift disrupted Anfavea’s projections, which initially anticipated a 6.3% increase in vehicle sales, totaling 2.8 million units. At that point, a drop in the Selic during the second half was expected, but it did not materialize. Given the weak performance, targets were revised downward to a 5% increase and 2 million 765 thousand vehicles sold. The production outlook was maintained at a 7.8% increase, reaching 2 million 749 thousand units, mainly because exports surged — closing 2025 at 529.8 thousand units, a 32.1% jump over 2024. At the start of 2025, the goal was a 7.5% increase, or 428 thousand units. The exchange rate also played a supportive role: the Brazilian real was the fourth most appreciated currency among emerging markets in 2025, ending the year up 12.8% at R$ 5.50. SUSTAINABLE CAR The federal government’s Sustainable Car Program provided a boost to sales, as the IPI tax discount spurred registrations of entry-level models and trims — a trend expected to persist, given the program’s extension through the end of 2026. According to Anfavea’s data, from its launch on July 11th through December 31st, there was a 15.6% increase in cumulative sales of those models compared to the same period in 2024: 247.4 thousand units versus 214 thousand, a difference of 33,4 thousand units. In 2025, the 2 million 552 thousand passenger cars and light commercial vehicles sold were still 2.6% above the volume registered in the same period of 2024. “Demand remains stable, even in a high-interest-rate environment that makes credit
BAG CONJUNTURA SCENARIO BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 21 more expensive and lending criteria more stringent,” said the Fenabrave’s president, Arcélio Júnior. Including passenger cars, light commercials, trucks and buses, total registrations in 2025 reached 2 million 689 thousand units, up 2.1% over 2024. IMPACT OF THE INTERNATIONAL SCENARIO Haroldo da Silva, vice president of Corecon SP (São Paulo Regional Economics Council), warns of potential economic headwinds this year due to international tensions, especially those stemming from geopolitical disputes that spill over into trade issues, such as the tariff hikes imposed by the United States. Silva notes that Brazil’s trade balance could also be affected by another factor: “The slowdown in China’s economic growth is not catastrophic, but it could trigger a flood of Chinese products into other markets, including Brazil.” Regarding global interest rates, he expects them to remain elevated due to persistent inflationary pressures worldwide. o crédito mais caro e com critérios mais rígidos”, disse o presidente da Fenabrave, Arcélio Júnior. Somados automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram emplacados no acumulado de 2025 o total de 2 milhões 689 mil unidades, crescimento de 2,1% sobre 2024. INFLUÊNCIA DO CENÁRIO INTERNACIONAL Haroldo da Silva, vice-presidente do Corecon SP, Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo, alerta para um possível impacto na economia este ano em razão das tensões ocorridas no cenário internacional, especialmente por causa de disputas geopolíticas que se desdobram em questões comerciais, como o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos. Silva avaliou que a balança comercial brasileira poderá ser afetada, ainda, por outro fator: “A desaceleração do crescimento da economia chinesa não chega a ser um desastre, mas pode provocar avalanche de produtos chineses em outros países, incluindo o Brasil”. Com relação aos juros globais ele prevê que permaneçam em alta em razão das pressões inflacionárias experimentadas no mundo. Divulgação/Fiat
22 Pesado da IVECO não é só sucesso de vendas, mas também de crítica: depoimentos de usuários ratificam as virtudes do modelo O IVECO S-Way já se consolidou como um dos caminhões pesados mais avançados produzidos no Brasil. Equipado com motor da FPT, com potências variando entre 480 e 540 cv, o modelo prova que não é só adequado às diversas missões do transporte rodoviário no Brasil. Ele surpreende, conforme diversos depoimentos prestados por transportadores e motoristas. O melhor caminhão já fabricado pela montadora no país se diferencia por atributos fundamentais nas longas jornadas: potência, economia de combustível e tecnologia de ponta. Além disso, a versão com suspensão pneumática (disponível nas versões 4X2 e 6X2) é ideal para o transporte de cargas frágeis. Projetado para conforto e segurança, o S-Way traz cabine espaçosa, ar-condicionado digital, bancos ergonômicos e avançados sistemas de assistência, como controle de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência. Para o gerente de operações do Grupo Bom Jesus, Fernando Capeleto, o caminhão transmite muita confiabilidade, tanto para o motorista quanto para o gestor da frota. “Isso é requisito para as operações do agronegócio, onde robustez, segurança e constância nas entregas são fundamentais”, garante. IVECO S-Way: testado e aprovado em todo o Brasil
23 potência, conforto e desempenho, ele lembra das funcionalidades proporcionadas pelos comandos no volante e pela praticidade do sistema multimídia. Alexandre Ceto, sócio-diretor da empresa, lembra que o sucesso do S-Way na Gepax promoveu a aquisição de 204 unidades do modelo. “Quando você analisa o custo/benefício, o S-Way é fantástico”, esclarece. A lista de clientes satisfeitos com o IVECO S-Way é extensa. Outros transportadores como Comtrasil, Miltex, Atrhol, Sidren. Não é à toa que, neste ano de 2025, quando a IVECO completou 50 anos de fundação, o S-Way também teve motivos para celebrar: cerca de 7 mil unidades vendidas desde o lançamento do modelo no Brasil em 2022. O instrutor André Pelegrini, também da Bom Jesus, enfatiza que o S-Way proporcionou o melhor desempenho na condução dos caminhões durante os testes, contribuindo significativamente para o aumento da rentabilidade da empresa. “Rodamos em muita estrada de chão, com diversas topografias. E ele encara”. Já o operador Gauchinho, que guia no S-Way no dia a dia, destaca o conforto e a assistência que oferece ao motorista. “Teve um fato que aconteceu comigo. Tive que acionar a assistência em um sábado, por volta de 18h00, e o pessoal da Iveco, rapidamente, foi até e resolveu”, lembra. Já o Grupo Botuverá afirma que o S-Way “conquistou a confiança de todos” da empresa. “O caminhão tem consistência na operação, é confiável, e conta com recursos técnicos modernos que atendem bem à rotina de transporte de cargas”, diz o Diretor de Transportes, Adriano Bissoni. O motorista Altair, por sua vez, garante que o modelo da IVECO é um caminhão robusto, com potência suficiente para “rir na cara” de trechos de estrada de chão, rampas, terrenos difíceis — ou seja: o caminhão não “fica para trás” em percursos mais exigentes. “Ele faz o que promete: não é apenas marketing — nas condições reais de estrada, mesmo as mais difíceis, o caminhão dá conta do recado com segurança e eficiência”, afirma. Na TransZilli, o crescimento da própria empresa é, em parte, atribuído ao IVECO S-Way. “Em apenas dois anos, ampliamos a frota de 10 para 160 caminhões. Grande parte desse crescimento se deve ao desempenho do S-Way”, argumenta Osvaldo Zilli, presidente da companhia. Ele endossa que o caminhão oferece eficiência, economia, segurança e alto desempenho nas entregas. A caminhoneira Cacá Miranda, que roda o país inteiro a bordo do S-Way pela Transzilli, confirma: “Dirigir esse caminhão torna a jornada mais confortável. Além disso, o caminhão também une desempenho e praticidade de uso no dia-a-dia”, opina. Quem também se confessa fã do S-Way é o instrutor Emerson Alberti, da Gepax. Além de elogiar “ Tive que acionar a assistência em sábado, por volta de 18h00, e o pessoal da IVECO, rapidamente, foi lá e resolveu” Gauchinho, motorista do Grupo Bom Jesus
BAG FABRICANTES DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES CARS AND LIGHT COMMERCIAL MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 24 Depois de um ano complicado, com muitas variantes influenciando o desempenho dos negócios, 2026 parece que pode ser ainda mais desafiador. É que nem mesmo as opiniões e as projeções das consultorias especializadas no mercado automotivo brasileiro apontam para a mesma direção. Das três consultadas a S&P Global Mobility é a mais otimista, projetando um mercado 3,5% maior do que no ano passado, enquanto a Bright Consulting espera crescimento de Apostas bem diferentes para 2026 Divergent bets for 2026 After a challenging year, marked by numerous variables impacting business performance, 2026 appears set to be even more demanding. Not even the opinions and projections of specialized consultancies in the Brazilian automotive market point in the same direction. Of the three consulted, S&P Global Mobility is the most optimistic, projecting a market 3.5% larger than last year, while Bright Consulting expects a 1.2% increase, and K.Lume, conversely, predicts a contraction of Consultancies find no common ground and make contrasting forecasts for the year, ranging from modest growth to a 5% drop in sales. Consultorias não encontram denominador comum e fazem projeções distintas para o ano, que vão de leve crescimento até queda de 5% das vendas Divulgação/GWM
BAG FABRICANTES DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES CARS AND LIGHT COMMERCIAL MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 25 1,2% e a K.Lume, na contramão, aposta numa retração de até 5,9% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves este ano. Como os especialistas estão observando cenários diferentes a definição das estratégias de produção e vendas podem variar, causando impacto tremendo em toda a cadeia automotiva, dos fornecedores à rede de vendas e pós-vendas. Em 2025 foram emplacados 2 milhões 552 mil automóveis e comerciais leves, aumento de 2,6% sobre ano anterior, segundo a Anfavea. A entidade aposta que este ano serão emplacados 2 milhões 625 mil automóveis e comerciais leves, incremento de 2,8%. Caso a projeção mais otimista da S&P Global Mobility torne-se realidade ao longo do ano o mercado de veículos leves chegará a 2 milhões 670 mil unidades. Considerando as expectativas da Bright Consulting serão 2 milhões 590 mil, enquanto nos números projetados pela K.Lume haverá vendas de 2,4 milhões em 2026, ambos volumes inferiores ao projetado pela Anfavea. Milad Kalume Neto, sócio fundador da K.Lume, revelou os fatores que fazem a consultoria acreditar em uma queda na demanda: “Os três elementos básicos que são os pilares do mercado no Brasil — valor do veículo, taxa de juros e acesso ao crédito — ainda coíbem o grande potencial de vendas internas em 2026”. Além da aposta mais otimista para o mercado interno Fernando Trujillo, especialista da S&P Global Mobility, também revelou sua projeção para a produção, onde espera uma alta de 3,8%, chegando a 2 milhões 685 mil unidades, enquanto as exportações em 2026 devem se estabilizar no patamar dos 534 mil unidades, uma vez que a retomada do mercado argentino já passou. Com o tíquete médio de um veículo novo acima dos R$ 152 mil no Brasil, de acordo com dados da K.Lume, a expectativa para o ano é de que o preço dos modelos zero-quilômetro continuem elevados, seguindo o ritmo da inflação, com descontos acontecendo por meio de incentivos. Os juros seguirão altos e a liberação de crédito das instituições financeiras será mais restrita, uma vez que a inadimplência avançou em 2025, ainda que este cenário deva ser um pouco melhor do que no ano passado. Kalume Neto observa que os juros altos oneram o capital, diminuem o ritmo de investimento e dificultam a renovação da frota, seja uma compra de pessoa física ou jurídica. Além disto o custo maior do crédito puxa para cima a inadimplência, contriup to 5.9% in light vehicle registrations this year. As experts are observing different scenarios, the definition of production and sales strategies may vary, causing significant impact throughout the automotive supply chain, from suppliers to sales and after-sales networks. In 2025, 2 million 552 thousand passenger cars and light commercial vehicles were registered, a 2.6% increase over the previous year, according to Anfavea. The entity forecasts that this year 2 million 625 thousand cars and light commercial vehicles will be registered, a 2.8% increase. If the most optimistic projection from S&P Global Mobility materializes, the light vehicle market will reach 2.67 million units. According to Bright Consulting’s expectations, there will be 2.59 million, while K.Lume’s projections indicate sales of 2.4 million in 2026, both figures below Anfavea’s estimate. Milad Kalume Neto, founding partner of K.Lume, revealed the factors behind the consultancy’s belief in a drop in demand: “The three basic elements that underpin the market in Brazil — vehicle price, interest rates, and access to credit — still restrain the full potential of domestic sales in 2026.” In addition to the more optimistic outlook for the domestic market, Fernando Trujillo, specialist at S&P Global Mobility, also shared his projection for production, expecting a 3.8% increase, reaching 2 million 685 thousand units, while exports in 2026 should stabilize at around 534 thousand units, given that the recovery of the Argentine market has already occurred. With the average ticket for a new vehicle above R$ 152 thousand in Brazil, according to K.Lume data, the expectation for the year is that the price of new models will remain high, following inflation, with discounts offered through incentives. Interest rates will remain elevated, and credit approval from financial institutions will be more restricted, as default rates rose in 2025, although this scenario should be slightly better than last year. According to Kalume Neto, high interest rates increase capital costs, slow investment pace, and hinder fleet renewal, whether for individuals or companies. Additionally, higher credit costs drive up default rates, contributing to greater restrictions on financing, along with exchange rate volatility that affects the final price of imported models and reduces dealers’ margins: “In 2026, we have elections, which makes the
BAG FABRICANTES DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES CARS AND LIGHT COMMERCIAL MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 26 buindo para uma maior restrição aos financiamentos, junto com a volatilidade do câmbio que impacta o preço final dos modelos importados e reduz a margem dos concessionários: “Em 2026 temos eleições e isto torna o cenário ainda mais complexo, pois temos um País polarizado em apenas duas posições políticas. Este cenário claramente motiva insegurança político-econômica. O dólar historicamente também fica instável em anos eleitorais, causando efeitos diretos na confiança do consumidor e a Copa do Mundo é mais um ponto de atenção, porque a economia sofre em ano de Copa, ainda mais se a seleção do Brasil conseguir avançar para as fases finais.” Para 2026 também é esperado o equilíbrio nas exportações e nas importações, segundo Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, devido ao crescimento da produção das montadoras chinesas que já têm fábrica no País, caso da BYD e da GWM, que podem ganhar a companhia de outras marcas, como a Omoda&Jaecoo e a GAC: “As exportações dependem de acordos comerciais e preços competitivos, uma vez que os nossos carros são bons, com tecnologia e segurança, mas tudo depende do preço”. Outro fator que trará alguns efeitos para o mercado é o IPI Verde, que começou a valer em novembro de 2025, estabelecendo alíquotas que vão de 2,15% a 24,8%, conforme o tipo de fonte energética, potência, índices de eficiência energética, de segurança e reciclabilidade. Os eletrificados têm descontos, enquanto um SUV a diesel pode recolher 12 pontos porcentuais adicionais sobre o imposto-base. Em contrapartida veículos com menos de 75 cv ganham 2,15 pontos de desconto no imposto. Ainda que o efeito não seja imediato, o que gera preocupação, pois pode influenciar o mercado já, de acordo com o consultor da Bright, é o Imposto Seletivo criado a partir da reforma tributária que valerá de forma gradual a partir de 2027. O limite de 5% para substituir o IPI não é visto como suficiente pela consultoria: “A tabela atual do IPI tem quinze páginas só para automóveis. Como será feita a diferenciação? É com o IPI que se incentiva ou desestimula a venda de alguns tipos de veículos”. A hibridização dos produtos deverá ser uma das grandes novidades e ganhar ainda mais força ao longo de 2026, pois há uma série de lançamentos programados. Lembrando que legislação brasileira demandará investimentos quase que obrigatórios em híbridos leves e tecnologias que contribuam para a descarbonização da mobilidade. scenario even more complex, as the country is polarized between just two political positions. This clearly motivates political-economic uncertainty. The dollar also tends to be unstable in election years, causing direct effects on consumer confidence, and the World Cup is another point of attention, since the economy suffers in World Cup years, especially if Brazil’s team advances to the final stages.” For 2026, equilibrium in exports and imports is also expected, according to Cássio Pagliarini of Bright Consulting, due to the growth in production by Chinese automakers that already have factories in the country, such as BYD and GWM, which may be joined by other brands like Omoda&Jaecoo and GAC: “Exports depend on trade agreements and competitive prices, since our cars are good, with technology and safety, but everything depends on price.” Another factor that will affect the market is the Green IPI, which came into effect in November 2025, establishing rates ranging from 2.15% to 24.8%, depending on the type of energy source, power, energy efficiency, safety, and recyclability rate. Electrified vehicles receive discounts, while a diesel SUV may pay an additional 12 percentage points over the base tax. Conversely, vehicles with less than 75 hp receive a 2.15-point discount on the tax. Although the effect is not immediate, what raises concern, according to the Bright Consulting, is the Selective Tax created by the tax reform, which will be gradually implemented from 2027. The 5% cap to replace the IPI is not seen as sufficient by the consultancy: “The current IPI table has fifteen pages just for automobiles. How will differentiation be done? It’s through the IPI that certain types of vehicles are incentivized or discouraged.” Product hybridization is expected to be one of the major trends and will gain even more momentum throughout 2026, with a series of launches scheduled. It’s worth noting that Brazilian legislation will require almost mandatory investments in mild hybrids and technologies that contribute to decarbonizing mobility.
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BAG FABRICANTES DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES CARS AND LIGHT COMMERCIAL MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 28 ARROW MOBILITY www.arrowmobility.com.br PLANTAS PLANTS (1) Caxias do Sul, RS CAPACIDADE DE PRODUÇÃO ANUAL YEARLY PRODUCTION CAPACITY 1 mil unidades; 1 thousand units EXPORTAÇÕES EXPORTS Argentina FUNCIONÁRIOS EMPLOYEES 60 PRODUTOS PRODUCTS Van comercial elétrica; electrical commercial van DIRETORIA BOARD OF DIRECTORS Julio Cesar Balbinot Jr, Head de Operações e Marketing; Head of Operations and Marketing Jocelei Salvador, Head de Engenharia; Head of Engineering Marcelo Simon, Head de Novos Negócios; Head of New Business Roberto Poloni, Mentor e Diretor Institucional; Mentor and Institutional Director TELEFONE PHONE 55 54 93300-5383 AUDI www.audi.com.br FÁBRICAS PLANTS (1) São José dos Pinhais, PR CAPACIDADE DE PRODUÇÃO ANUAL YEARLY PRODUCTION CAPACITY Não informado; not available EXPORTAÇÕES EXPORTS Não há; none FUNCIONÁRIOS EMPLOYEES Não informado; none PRODUTOS PRODUCTS Automóveis; cars PRESIDENTE & CEO PRESIDENT & CEO Sascha Sauer DIRETORIA EXECUTIVE BOARD Philippe Siffert, CFO e Diretor Executivo; CFO and Executive Director Renato Celiberti, Head de Vendas; Head of Sales Rogério Varga, Head de Assuntos Institucionais, Governamentais e Jurídico; Head of Institutional and Legal Affairs Milena Araújo, Head de Pós-Vendas e Logística; Head of After Sales and Logistic Karine Fernandes, Head de Recursos Humanos e Adminstração; Head of Human Resources Gerold Pillekamp, Head de Comunicação e Marketing; Head of Communications and Marketing TELEFONE PHONE 0800 777 2834 BMW GROUP BRASIL www.bmw.com.br www.mini.com.br FÁBRICAS PLANTS (1) Araquari, SC CAPACIDADE DE PRODUÇÃO ANUAL YEARLY PRODUCTION CAPACITY 32 mil unidades; 32 thousand units EXPORTAÇÕES EXPORTS Não há; none FUNCIONÁRIOS EMPLOYEES 1 mil; 1 thousand PRODUTOS PRODUCTS Automóveis e SUVs; cars and SUVs CEO Maru Escobedo DIRETORIA EXECUTIVE BOARD Otávio Rodacoswiski, Diretor Geral da Fábrica em Araquari; General Director of Araquari plant Samantha Politano, Diretora de Recursos Humanos; Human Resources Director Michele Menchini, Diretora Comercial; Commercial Director TELEFONE PHONE 55 11 5186 0400
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