AD 338

107 Outubro 2017 AutoData acontece em Brasília não afeta os seus negócios e começaram a cotar. Espe- ro que em 2018 o Brasil, com taxas de inflação e juros sob controle, adote o ritmo de crescimento, mesmo que bem inferior ao da Argentina”. Esse ritmo já é notável na Argentina, um disparo de mercado de 66%. CRESCIMENTO– A produção brasilei- ra de caminhões, conforme estimativa de Cortes, deve crescer 15%. A expor- tação, principalmente para a Argentina, deve ajudar, mas amelhora domercado interno também será fundamental para esse avanço: “O crescimento não resol- verá o nosso problema de ociosidade. Temos no Brasil capacidade instalada de 400mil a 450mil unidades. Só resol- veremos esse problema quando tiver- mos um mercado interno em torno de 100 mil unidades, depois de 2020”. A MAN anunciou recentemente, em paralelo ao lançamento daDelivery, sua nova linha de caminhões, a contratação de trezentos funcionários para a fábrica de Resende, RJ. Segundo comunicado da companhia duzentos deles seriam alocados na linha de produção de cami- nhões e ônibus e outros cem no Custo- mer Forum, o recém-criado centro para atendimento aos clientes das marcas Volkswagen e MAN. A folha de paga- mento da empresa, que chegou a contar com 4,5 mil pessoas, é hoje de 3,3 mil. Desenvolvida pela engenharia brasi- leira a nova família Delivery, caminhões com capacidade para 3,5 toneladas, é destinada a operações de distribuição urbana. Seu desenvolvimento levou cinco anos e consumiu “quase R$ 1 bi- lhão”, segundo Cortes. Em julho, depois de ter reduzido a jornada na produção por quase dois anos, a MAN voltou a trabalhar cinco dias por semana. Para atender à deman- da na exportação e a encomendas de grandes empresas a companhia acor- dou com o Sindicato dos Metalúrgicos de Resende a adoção de horas extras até dezembro. O ritmo de produção diário passou de 107 para 123 veículos, cer- ca de 20% de incremento com a nova linha de produto, os contratos de expor- tação e a melhora nas vendas no Brasil. Cortes disse que esse movimento confirma que está em curso uma leve retomada da atividade no País, como indicam os dados do PIB: “A gestão dos grandes frotistas prevê uma idade mé- dia dos caminhões de 2 a 3 anos. Eles prorrogaram muito a renovação da fro- ta, e isso gera um custo de manutenção que, quando se coloca na ponta do lá- pis, não compensa. Veremos mais em- presas indo ao mercado para comprar caminhões”. Com o aumento da produção, e a chegada da nova linha de caminhões, as tradicionais férias coletivas na fábrica foram canceladas: “Estamos confian- tes de que as economias do Brasil e da América Latina continuarão sua curva de retomada nos próximos meses e anos. Mantivemos nossos investimen- tos e já iniciamos um novo ciclo de aportes, que somarão mais de R$ 1,5 bilhão até 2021”. Já entraremos em 2018 com uma perspectiva diferente, com o mercado crescente. Isso pode nos ajudar a manter a evolução.

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