AD 338

114 AutoData Outubro 2017 Nissan “Quando tomamos essa decisão, ainda com a crise, foi um momento de tensão interna para continuar com os investimentos. Mas a corporação comprou a nossa ideia”. A decisão permitirá à Nissan fechar o ano-fiscal 2017 – de abril a março – com produção de 82 mil unidades no Brasil, no cálculo de Marco Silva. ARGENTINA E CHILE – Para 2018 ele estima crescimento de 20% a 25% – índice impulsionado pela expan- são das vendas do Kicks no mercado interno. Caso isso não se confirme Silva aposta nos mercados argenti- no e chileno: “Esses países podem compensar uma eventual queda do mercado brasileiro”. A importância do Kicks deve cres- cer ainda mais a partir de novembro, dezembro, quando a Nissan iniciará a sua exportação: “Hoje o mercado da América Latina é suprido pela planta do México. A ideia é substituir parte dessa demanda pela nossa produção no Brasil”, conta Silva. Atualmente a Nissan exporta March e Versa para Argentina, Uru- guai, Paraguai, Chile, Peru, Bolívia, Panamá e Costa Rica. Silva pondera, no entanto, que a exportação não é a “principal bandeira” da opera- ção brasileira da Nissan: ele calcula que de 70% a 73% da produção, em 2018, serão destinados para o mercado interno. Vale lembrar que a crise derrubou o Brasil do quarto para o décimo mercado mundial da Nissan. Seu ex- presidente, o francês naturalizado brasileiro François Dossa, disse em fevereiro que a filial brasileira deve voltar à quinta ou sexta posição em 2021. Silva projeta uma recuperação da indústria brasileira para daqui cinco ou seis anos, quando, nas projeções da Nissan, o País voltará ao patamar de 3,4 milhões de unidades: “Mas isso é só uma previsão. Pode aconte- cer antes”. O dirigente tambémmostra otimis- mo com o Rota 2030, e ele considera “importante dispormos desse marco regulatório”. Segundo Silva mais do que proteger a indústria automotiva brasileira o plano deve dar previsibili- dade de longo prazo, prepará-la para o mercado internacional e olhar para as questões ambientais. A propósito, a Nissan foi uma das únicas três em- presas que superaram a melhora da eficiência energética proposta pelo Inovar-Auto: “Foi um investimento, uma visão de futuro. Negócio e am- biente devem conviver”. FRONTIER – Silva não revela possíveis lançamentos da Nissan para o ano que vem, mas confirma que a Frontier, hoje trazida do Méxi- co, passará a ser produzida na Argen- tina no segundo semestre. Ao lado da Renault Alaskan a picape sairá da planta da aliança Renault Nissan em Córdoba, onde a empresa está investindo US$ 800 milhões. Temos um ponto de interrogação com relação à parte política. Mas existe uma sinergia que vai impulsionar as vendas.

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