AD 338
118 AutoData Outubro 2017 PSA que ainda serão incógnita: o crédito e o hábito de consumo durante a crise. “Podemos ter um crescimento de dois dígitos, mas sobre uma base baixa de comparação. Sem carteira assinada os bancos manterão as restrições ao crédito. Além disso temos que fazer um trabalho para trazer de volta o cliente que comprou um seminovo. Percebe- mos que ele tomou gosto pelo usado”. A continuidade do incremento das exportações, comumcâmbio flutuando em R$ 3,30, podem novamente trazer recorde para a indústria. Novos acor- dos, como o do Brasil com a Colômbia, além da abertura de novos mercados, corroboram para esse raciocínio: “As vendas para clientes no Exterior continuarão fortes. Mas não consigo precisar qual será o crescimento porque acredito que chegaremos a ummomen- to de pico dessa operação”. Diante de tantas incógnitas, a PSA está otimista para o Brasil se aproximar das 3milhões de unidades produzidas a partir de 2018. “Não acho difícil. Talvez 2,9 milhões. E dependendo do nível dos estoques teremos que produzir mais para repor, nos aproximando das 3 milhões.” O grupo espera repetir as 50 mil uni- dades do ano passado comparticipação de mercado de 1,3% para a Peugeot e de 1,25% para a Citroën DS: “A economia está dando sinais de melhoria, mas é preciso ter cautela em termos de fundamentos econômicos. O desemprego ainda é alto, a renda ainda não foi retomada pelos consumidores, por isso o mercado é muito baixo e temos procurado o mercado corpora- tivo. Esses são os pontos que explicam o nosso planejamento, mais moderado do que agressivo”. Já o trabalho feito a partir de Porto Real tem relevância no resultado da PSA em 2017, “pois a vocação dessa fábrica sempre foi a de abastecer o mer- cado interno e a região”. A companhia aumentou os envios não só para a Ar- gentina, mas também para Uruguai, Pa- raguai e outros destinos exóticos para a indústria brasileira como Madagascar e Costa doMarfim: “Foi feito um trabalho tremendo em produtividade, capacitando Porto Real para exportar para qualquer país. So- mos uma das cinco melhores fábricas do grupo no mundo tanto em qualida- de quanto em produtividade. O 2008 brasileiro é, em termos de qualidade, o melhor produto fabricado pela PSA”. Traduzindo em números a PSA es- pera produzir mais de 90 mil unidades em 2017, sendo que de 54% a 55% da produção será destinada à exportação: “Crescemos o mix da produção para ex- portação em 2016 de 38% para quase 50%. E este ano estamos dando mais um salto relevante”. 2018 – Novamente as condições ma- croeconômicas é que ditarão o ritmo da atividade no ano que vem. Mas as projeções apontam para uma melhora em todos os cenários, independente do resultado que se espera alcançar. A PSA está mais otimista, principal- mente com a economia interna, en- xergando um ambiente propício para crescimento de 3% do PIB: “A partir do momento em que a renda e o consumo começam a retornar, a inflação tende a subir um pouco. Assim acreditamos em um cenário do IPCA de 4% a 4,5% no ano que vem”. Mesmo assim as vendas seguem em crescimento moderado em 2018, pois apesar do otimismo com os fundamen- tos da economia há dois componentes O Peugeot 2008 brasileiro é, em termos de qualidade, o melhor feito pela PSA no mundo
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