AD 338
121 Outubro 2017 AutoData O número esperado para 2017, no entanto, é bem menor do que o alcançado em 2013, quando o setor viveu seu auge e a Scania colocou nas ruas e estradas brasileiras 19,7 mil caminhões: “Naquele ano o mercado comprou muito acima do que podia absorver, com juros muito subsidia- dos”. De acordo com Barral isso levou ao fechamento de 29% das empre- sas de transporte nos últimos anos: “Compraram sem precisar, ficaram com a frota ociosa...”. O executivo acredita que o des- colamento da economia da política deu-se por uma questão de necessi- dade: “Nosso setor não anda por si só. Dependemos de estímulos econômi- cos” Ele credita à grande safra agríco- la o crescimento alcançado em 2017 e o pretendido em 2018. RENOVAÇÃO – Para a continuida- de ao avanço nas vendas ele conta, ainda, com a iminente necessidade de renovação da frota: “Caminhão é um bem de capital. Os modelos comprados em 2013 precisam ser trocados. Essa renovação normal- mente se dá em três ou quatro anos. O período está chegando”. Barral cita ainda a “esperança de começarem obras de infraestrutura que estão paradas pelo País”. A exportação é outro pilar da Sca- nia. Do total produzido em São Ber- nardo do Campo, SP, 70% vão para fora do País, principalmente para a Argentina: “Temos capacidade de produzir mais e temos produtos glo- balizados, que podem ser exportados para diversos mercados. Então esse mix de exportação/mercado interno depende da demanda externa”. A mineração também deve ajudar. Em agosto a empresa lançou o Heavy Tipper, modelo off-road para trabalho em minas. Até a primeira quinzena de setembro já haviam sido comerciali- zadas 73 unidades. Nos cálculos do executivo esse volume deve chegar a quinhentas em 2018. O lançamento mais aguardado da Scania, no entanto, não tem data para chegar. A nova cabine para substituir o R440 já está rodando na Europa, mas aqui deve começar a ser produ- zida somente em 2020. Segundo Bar- ral não há motivo para pressa, pois o R440 é o atual líder na categoria e o segundo caminhão mais vendido no Brasil. O novo caminhão tem a tarefa de preparar a Scania para a eletrifica- ção e para a automação. Até 2020 a Scania planeja investir R$ 2,6 bilhões. Além do lançamento da nova cabine e do Heavy Tipper, os dois novos motores da gama de 13 litros apresentados em setembro fazem parte dessa inversão. Barral também revela que a linha de caminhões Scania sofrerá aumen- to de preço, de 5% a 10%: “Durante a crise demos apoio ao cliente, sem repassar os reajustes de fornecedores, de material e de mão-de-obra. Agora não há alternativa: teremos que fazer essa adequação”. Os modelos comprados em 2013 precisam ser trocados. Essa renovação se dá em três ou quatro anos. O período está chegando.
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