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124 AutoData Outubro 2017 Toyota sidade, mesmo diante de um mercado interno em baixa. QUEDA? – Por que, então, a empresa antevê perda de participação de mer- cado em 2018? A resposta, segundo a Toyota, está na manutenção da qua- lidade, condição considerada chave para o sucesso da marca nos últimos três anos. A Toyota acredita que man- tendo seu volume de produção de acordo com sua capacidade instalada consegue controlar melhor os proces- sos de manufatura de modo a manter os padrões. “Projetamos que nossa participação de mercado possa cair um pouco pois teremos limitação de produção em 2018 e talvez não consigamos acom- panhar a demanda de alguns produ- tos”, diz o português Miguel Fonseca, vice-presidente comercial da Toyota do Brasil. Segundo ele, as fábricas es- tão trabalhando a plena capacidade. “Para garantir a qualidade pensamos em priorizar, em vez de aumentar, o volume de produção.” A tática faz sentido quando se mira os casos de recall anunciados este ano por diversas montadoras. De acordo com especialistas no setor automotivo muitos deles foram causados por fa- lhas ocorridas devido à aceleração da produção, solicitada pelo aumento de demanda. Em 2017, segundo Fonseca, o objetivo inicial era produzir 168 mil unidades, mas as projeções indicam uma safra de 189 mil. Para 2018 a empresa espera crescer 5% em volume, para 200 mil unidades licenciadas. As vendas internas serão puxadas pela manutenção da inflação e pelo aumento de poder de compra do consumidor, verificado na projeção de crescimento do PIB, “mas os nossos indicadores não acompanharão a evo- lução do mercado”, ele relata. Portanto a empresa antevê uma perda de 8,3% de participação, chegando a um mar­ ket share de 8,6%. A expectativa da companhia é a de que o mercado bra- sileiro cresça acima dos 2,4 milhões de unidades, o que seria uma alta de 10% sobre o volume esperado para 2017. Em 2018 a Toyota preparará suas linhas para em 2019 voltar a ganhar mercado. Com a entrada do Yaris na li- nha de Sorocaba a empresa espera que o modelo acrescente 18 mil unidades às suas vendas. No caso da fábrica de motores de Porto Feliz o processo de expansão, que demandou investimen- to de R$ 600 millhões, deverá ser con- cluído no fim do ano e tornará viável a produção de mais componentes. Fonseca conta que os principais in- dicadores da operação da Toyota no Brasil crescerão de forma modesta em 2018. As exportações devem puxar o volume de produção. A empresa espe- ra atingir 53,1 mil unidades exporta- das, ante as 49,5 mil deste ano: “Os embarques do Toyota Corolla para a Colômbia ainda não acontece- ram por causa do calendário indus- trial. Se finalizarem o acordo bilateral a competitividade do produto brasileiro vai melhorar”. Para garantir a qualidade pensamos em não priorizar o aumento da produção

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