AD 338

128 AutoData Outubro 2017 Volkswagen e conectada com as necessidades dos consumidores: “Ainda estamos no meio do caminho dessa transformação. Mas nesse perío- do já melhoramos em 30% a produtivi- dade das quatro fábricas no Brasil, cria- mos mais valor para o trabalhador e, a partir do Novo Polo, mudaremos nosso relacionamento com o cliente”. Essa transformação começou depois que a VW passou pelo divã e reconhe- ceu alguns problemas que ela mesma criou no passado, o que Powels define como “desafios” que reduziram a par- ticipação da antiga líder do mercado: “Historicamente tivemos conflitos com os sindicatos, com a rede, problemas com fornecedores e também perdemos o contato com o nosso cliente”. Essa postura da companhia acabou por reduzir seu tamanho no mercado interno. A esta mesma altura de 2016 a VW detinha 12,8% de participação nas vendas. No acumulado de janeiro a agosto deste ano a companhia está com 11,07%, segundo dados da Fenabrave: “Nossa expectativa é iniciar a recupe- ração ainda este ano e buscar de 13% a 13,5% de participação no Brasil”. Talvez amudançamais visível na rota da VW nos últimos tempos tenha sido seu projeto de exportação. Mais uma vez Powels reconhece que, no passado, essa não era uma prioridade mas, por outro lado, nesse momento há oportu- nidades para buscar participação rele- vante na região: “Nosso foco agora está na exportação. Este ano aumentamos em 62% os embarques”. Sua estimativa é a de que, neste ano de recorde nas exportações, a VWenvie 160 mil unidades para os 28 países da região coordenados a partir do Brasil. Já a produção está alinhada com as projeções da Anfavea, de 2,2 milhões de unidades produzidas aqui este ano. Somente a VWproduzirá 415 mil deles. 2018 – O ano que vem, com base nos fundamentos macroeconômicos que apontam uma elevação do PIB de 2,3%, a inflação estacionada em 4% ao ano e a taxa de juros também estável a 7%, Powels projeta cenário propício para crescimento de todas as atividades au- tomotivas: “A indústria verá essa recu- peração. E a Volkswagen, em particular, incrementará seu negócio no Brasil e na América do Sul”. Nas projeções da companhia a pro- Melhoramos em 30% a produtividade, criamos mais valor para o trabalhador e a partir do Novo Polo mudaremos nosso relacionamento com o cliente dução total dará um salto de 27%, para 2,8 milhões “talvez 2,9 milhões”. Já a VW passará a 490 mil veículos produzi- dos, aumento de 18% sobre 2017. Com o lançamento do sedã Virtus no ano que vem, além de outros produtos ainda não confirmados, a VW tenta- rá buscar 14% a 15% de participação, ainda longe das pretensões ambiciosas para o médio prazo, “mas até 2025 vol- taremos à liderança do mercado brasi- leiro”. As vendas totais crescerão de 5% a 8% na visão da empresa: “É possível chegarmos a 2,4 milhões de unidades, alta de 10% em um cenário otimista”. Com o foco nas exportações a VW tentará elevar o volume para 170 mil unidades, dando início a um avanço cujo objetivo é exportar 200 mil veícu- los no início da próxima década. A ideia principal dessa transformação da VWnos próximos anos é a demanter forte a produção nacional, bem como as estratégias para a região, fazendo do Brasil [e da Argentina] o polo produtivo para a América do Sul, Central e Caribe. A lógica é simples: “Se não houver com- petitividade nos próximos cinco anos, nós importaremos produtos. E isso não será bom para ninguém”.

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