AD 338
132 AutoData Outubro 2017 Volvo um financiamento de veículo novo, e existe um limite para manter os cami- nhões mais velhos. Com caminhões novos elas aumentama disponibilidade do veículo e diminuem os gastos com manutenção. Já notamos um pequeno aumento na procura, principalmente de transportadores que têm um número maior de veículos”. Ele conta que para alguns modelos o tempo de espera já aumentou: “São compras em lotes de cerca de cinquenta a oitenta veículos, em sua maioria para transportadores do setor industrial”. O executivo acredita que no ano que vem a nova política de financiamento do BNDES deverá interferir no merca- do: “No Finame os juros dos financia- mentos deverão ficar maiores e mais próximos dos juros de mercado, e o va- lor financiado deverá ser gradativamen- te reduzido. É uma realidade já definida. Todos terão que conviver com ela”. Lirmann afirma que a Volvo deve manter o mesmo ritmo de alta do mercado: um aumento de 10% na pro- dução, e a empresa já se prepara para essa melhora na cadência de produção – cem funcionários chegaram para esse novo momento. O presidente conta que eles trabalham em regime de contrato determinado, que expira no fim do ano: “Esse novo contingente é formado principalmente por mon- tadores de veículos, operadores de motor e pessoal de áreas de suporte para as linhas de caminhões. Quase a totalidade dos trabalhadores já havia passado pela empresa”. A Volvo opera atualmente com um turno de produção, e não há previsão de criar um segundo turno. Nas cinco linhas em Curitiba – caminhões, chas- sis de ônibus, cabines, motores e caixas de câmbio – trabalham cerca de 2,5 mil pessoas. EXPORTAÇÃO – A expectativa de Lirmann é a de que o crescimento das vendas externas deverá ser substancial em 2018. Segundo ele os embarques deverão totalizar cerca de 15 mil uni- dades, principalmente para a Argentina. Na Volvo as exportações representam 50% de sua produção no Brasil, para países da América Latina: “Os novos empregados foram contratados para atender ao crescimento da demanda provocado pelo aumento das exporta- ções e tambémpor uma ligeira elevação na procura de caminhões no mercado interno, principalmente por frotistas brasileiros”. A Volvo exporta principalmente os modelos FH e VM. Na Argentina, por exemplo, os maiores volumes são de VM semipesado, um rodoviário que naquele país é usado majoritariamen- te em aplicações de distribuição e transporte regional. Segundo Lirmann a Volvo está preparada para atender às exigências de todos os mercados na América Latina: “Brasil, Argentina e Chile estão no nível Euro 5, enquanto o Peru está no nível Euro 3. Os cami- nhões FH e VM exportados têm o mes- mo grau de tecnologia embarcada dos produtos brasileiros”. Podemos ter grandes surpresas em 2018. Estamos numa estrada sinuosa, mas com o pé no acelerador.
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