AD 338
134 AutoData Outubro 2017 Honda A Honda quer voar alto a partir do Brasil, aumentando sua competitividade no mercado interno com lançamentos como o do WR-V, do novo Fit e, embreve, do novo City. A empresa retomou a exportação de veículos nacionais para a América do Sul e passou a fornecer componen- tes dos motores 1.8 feitos aqui para a unidade produtiva no México. Todas essas operações resultam em aumento da produção de 12% a 15% este ano, segundo projeção do vice-pre- sidente comercial Roberto Akiyama. A Honda retomou este ano as ex- portações por meio de 3 mil 576 uni- dades enviadas a países da América do Sul até agosto. Akiyama reconhece que este ainda não é um volume represen- tativo: “Em virtude da dificuldade esta- belecida na balança comercial com a Argentina, nosso principal mercado na América do Sul, os volumes exporta- dos ficaram bem abaixo do esperado”. Voos mais altos Leandro Alves | leandroalves@autodata.com.br Depois da ofensiva em produtos que resultou no lançamento de um novo SUV compacto, o WR-V, no facelift do Fit e em breve, do City, fábrica brasileira da Honda está pronta para exportar motores para o México O novo Civic e o WR-V são os prota- gonistas dessa operação. Mas há mais uma boa notícia: a fábrica de motores ganhou, recentemente, contrato inter- company para fornecer componentes de motores para o México. OTIMISMO – Quanto às projeções de produção e vendas setoriais para este ano, a Honda prefere não cravar nenhum resultado. Tomando como base o desempenho da própria em- presa, alta de 7,9% de janeiro a agos- to, com relação a igual período do ano anterior, a expectativa é a de manter o ritmo até dezembro: “Para 2017 man- temos uma projeção de resultados su- periores aos do ano passado, em taxas próximas ao crescimento registrado até o momento”. Já para o ano que vem a Honda avalia os cenários para projetar o de- sempenho da indústria: “As bases para 2018 serão definidas nos próximos meses, após alinhamento interno e com a rede de concessionárias”. A perspectiva é otimista. Ainda sem apontar os fundamentos macroeco- nômicos que balizam a planificação da indústria automotiva, pois a Honda afirma que seu planejamento está ali- nhado comas projeções de grandes ins- tituições do setor, Akiyama sentencia: “Acreditamos num crescimento gra- dual da atividade econômica, que traga a estabilização de indicadores impor- tantes para a recuperação do País como recuo da inflação, juros e dólar empata- mares saudáveis, diminuição do índice de desemprego, alta na atividade da bolsa de valores dentre outros fatores”. Além disso “reformas de impacto social e monetárias surtem efeito num horizonte de longo prazo e, portanto, é necessário estar atento e preparado para responder apropriadamente ao momento de crescimento do mercado, que na nossa visão será lenta”.
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