AD 338

14 AutoData Outubro 2017 From the Top que as montadoras demandemmais produtos. A sensação é a de que o Brasil caminha para tornar viáveis essas condições de competitividade. Caso contrário será difícil atrair novos investimentos, novas fábricas e novos processos para cá, mesmo com a produção de 2,7 milhões de veículos, o que, na escala mundial, não é tão significativo. Qual é a oportunidade para tornar mais competitivas as autopeças? Ioschpe – Nas áreas eletrônicas e de maior inovação o Brasil ficou mais para trás: avançaram bastante nos últimos anos, quando passamos por baixa interatividade, baixo investimento e até desinvestimento. Nessa onda dos componentes eletrônicos, do infotainment, o Brasil ficou um pouco para trás. Mas podemos buscar recuperação. Megale – A escala é uma questão fundamental para isso. Não vivemos mais períodos de grandes margens nem nas autopeças nem nas montadoras. Nosso setor vive de escala. Estamos falando de 2,7 milhões de veículos produzidos no Brasil. É um número razoável, mas muito aquém da vocação. A capacidade instalada é de 4,5, milhões, 5 milhões. Se voltarmos a produzir nessa ordem de grandeza teremos um setor de autopeças ainda mais robusto. A confiança do consumidor é fator importante nessa equação... Megale – O crescimento do País importante: passou a trabalhar um pouco mais em acordos de comércio. É inaceitável não termos grandes acordos, inclusive na América do Sul. Como podemos olhar para o vizinho e deixá-lo ser abastecido por outras regiões? Temos essa vocação para veículos compactos e isso tem ajudado. Síntese: não acredito que a alta da exportação seja situação momentânea. Quanto representa essa exportação em volume? Ioschpe – Estamos cruzando US$ 7 bilhões este ano. Buscávamos US$ 5 bilhões ou US$ 6 bilhões e iremos além dos US$ 7 bilhões. Vemos interesse e participação dos autopartistas em feiras e eventos que incentivam vendas. E até a montadora precisa de peças de reposição, porque esses veículos exportados, em um, dois, três anos, passam a ter fluxo de peças de reposição. Ou seja: há, também, a busca por equilíbrio via exportação... Ioschpe – Temos balança comercial negativa há cerca de dez anos, com o auge nos primeiros anos do Inovar- Auto: quase US$ 10 bilhões de déficit. Com a crise a importação caiu e a exportação cresceu levemente, mas ainda assim prevemos cerca de US$ 6 bilhões de déficit este ano. Ou seja: diferente do caso dos veículos ainda temos, nas autopeças, o desafio que é ganhar participação no mercado interno melhorando a competitividade e a tecnologia para Ainda temos nas autopeças o desafio de ganhar participação no mercado interno melhorando a competitividade e a tecnologia

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=