AD 338
Retrovisor 146 AutoData Outubro 2017 Qualquer semelhança... alinhado com o desejo da indústria. Havia uma preocupação com o re- sultado das eleições presidenciais do ano seguinte – a primeira após a re- núncia daquele presidente cujo nome não se pronuncia na frente de damas e crianças. Hoje, com o cenário políti- co devastado, essa apreensão parece ainda maior. Discutia-se também o estabelecimento das cotas de impor- tação. Salvo uma mudança de direção, o Rota 2030 vai acabar com as cotas e também com a majoração de 30 pon- tos porcentuais do IPI para veículos importados. Falava-se, pela primeira vez, em uma indústria preparada para produzir 5 milhões de unidades/ano – volume que, como se sabe, infelizmente ainda não foi atingido. Em 2017, com muito suor, produziremos em torno de 2,7 milhões. Se tanto. M uito do que se discute hoje na indústria de veículos já estava nas mesas de nego- ciação em outubro de 1993, mês da primeira edição Perspectivas de Auto- Data. Enquanto os executivos de hoje colocam nas costas do Rota 2030 as possibilidades de retomada, nos mea- dos da década de 90 a responsabilida- de era das câmaras setoriais. Conforme relatou matéria escri- ta pelo diretor de AutoData, Vicente Alessi, filho, o grupo de empresários e executivos do setor, mais sindicalistas, fora fundamental para o alcance dos resultados registrados naquele ano. No entanto, por uma incompreensível falta de interesse do governo, a câma- ra setorial perdia fôlego ameaçando o bom andamento das linhas de monta- gem. No caso do Rota 2030, até prova em contrário, o governo parece estar Fatos que marcaram as histórias de AutoData e da indústria automobilística
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