AD 338

16 AutoData Outubro 2017 falamos de um regime relacionado, por um lado, ao mercado, ou seja, como serão os veículos comercializados no Brasil ao longo do tempo, dando previsibilidade para a cadeia. E de outro lado algumas medidas para apoiar o desenvolvimento competitivo da produção: simplificação tributária, desenvolvimento de clusters de fornecedores, incentivos para o P&D, inspeção veicular... Megale – O Rota é uma visão de longo prazo com pilares que visam a melhoria de competitividade a médio e longo prazos. Teremos metas de eficiência energética, que trouxeram bastante desenvolvimento tecnológico já no Inovar-Auto. Precisamos avançar na questão de segurança: temos bom nível, mas o mundo está avançando... O Rota 2030 pretende prever, do ponto de vista regulatório, como estará o Brasil lá na frente para que saibamos que o vem da confiança do consumidor. Para adquirir bem durável ele tem que estar seguro de que terá emprego amanhã. Isso acontece quando a sua empresa parou de demitir e começou a investir. Outra questão é a contenção de despesas: as trocas de carro, para quem compra 0 KM, acontecem emmédia a cada três anos. Aumentou para quatro, cinco... Então já passou da hora da troca daqueles vendidos em 2012, 2013. São 3,7 milhões de carros e há demanda para renovação. Falando em competitividade, é inevitável entrarmos no Rota 2030. Ioschpe – Defendemos a inserção competitiva do Brasil. Precisamos ficar mais competitivos e participar ativamente das cadeias mundiais. O Rota 2030 e a discussão de acordos internacionais andam razoavelmente nessa direção. Quando falamos do Rota no âmbito das autopeças From the Top produto será colocado no mercado em ambiente com determinadas regras. Por exemplo: colocar cinto de segurança de três pontos no banco central traseiro requer mudança estrutural no veículo. Se não foi previsto no projeto criará muitas dificuldades. Essa previsibilidade é fundamental. O Rota pretende oferecer uma coisa para a qual o Brasil não está familiarizado: planejamento de longo prazo. Isso pode ajudar, também, na integração do Mercosul? Megale – Quando falamos Argentina pensamos na integração Mercosul. Somando os dois mercados podemos estar falando em 5 a 6 milhões de veículos, que não são nada desprezíveis. Isso beneficia a escala de produção, a complementação produtiva dos dois países. O ideal seria produzir veículos de forma idêntica nos dois países. Fazer essa convergência regulatória está na mira do Rota 2030. Como o Sindipeças vê essa integração? Ioschpe – Trata-se de algo muito natural. Há empresas se globalizando, se unindo em alguns casos, ou se se separando em outros, e buscando melhor fit em termos de ofertas de produto e localização geográfica. É indústria global e tem que ser pensada dessa forma, com uma oferta de produtos razoavelmente semelhantes ao redor do mundo. Mas, especialmente nas autopeças,

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