AD 338
50 AutoData Outubro 2017 Perspectivas 2018 um mês, todas as suas projeções para este ano. Calcado nos bons resultados que o setor vinha registrando desde abril, An- tonioMegale, presidente da associação, vale recordar, quase dobrou, no início de setembro, a projeção de crescimen- to das vendas domésticas – de 4% para 7,3%– neste ano e apostou em recorde de exportações no período, tudo isto desembocando emsurpreendente cres- cimento de 25% na produção. Todavia, o simples fato de a Anfavea ter tido a prudência de esperar cinco meses – de março a agosto – antes de rever seus números, também explica a cautela que ainda cerca as projeções positivas que agora são feitas com rela- ção a 2018. Acontece que depois de um primeiro bimestre um tanto quanto frio e abaixo da expectativa, a retomada do mercado a partir demarço surpreendeu os empresários e executivos do setor. Surpresa positiva. Mas ainda assim uma surpresa. E quando os números de julho e agosto consolidaramvenda diária média na faixa de 9 mil uni- dades – o que representa mais de 200 mil no mês – e com viés de alta, a surpresa foi maior ainda. Afinal, a rigor, em se tratando de bens cuja venda está quase sempre atre- lada a financiamen- tos, o agravamento da crise política ao longo do primeiro semestre de- veria ter aumentado a inse- quedas de vendas ou de produção em 2018. A projeção é claramente otimista. Mas, na maior parte dos casos, um oti- mismo repleto de condicionantes. ALTA DE 4% A 12% – No fundamen- tal, na média das opiniões a projeção é de crescimento nas vendas de auto- móveis e comerciais leves de um dígito porcentual a, no máximo, dois dígitos baixos, algo de 4% a 12%. E, no caso de caminhões e ônibus, que vêm de uma queda mais acentuada no passado re- cente, incremento de dois dígitos, e neste caso talvez até já um pouco mais robustos, acima de 20%. A expectativa, além disso, é de que também as exportações permaneçam no mesmo patamar elevado deste ano ou até registremmais algumcrescimen- to. E que a produção, por decorrência, prossiga no caminho iniciado neste ano da retomada de mais uma parte da es- cala perdida nos três anos da recessão. “Em função das exportações estarem em ritmo mais acelerado, estimamos que a produção possa crescer acima do nível de expansão da deman- da interna”, diz Stefan Ketter, presidente da FCA. Trata-se, em síntese, de cenário que projeta para 2018 a continui- dade do mesmo des- colamento entre a eco- nomia e política que vem acontecendo em 2017 e que que levaram a Anfavea, a entidade que representa as montadoras, a rever para cima, há cerca de Calcado nos bons resultados desde abril a Anfavea quase dobrou, em setembro, as projeções das vendas domésticas
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