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53 de seus quadros o que de certa forma, ratifica a tendência que acaba de ser constatada peloMinistério de Trabalho: em agosto, as contratações no mercado formal superaram as demissões pelo quinto mês consecutivo, com números positivos nas áreas de serviços, indús- tria de transformação, comércio e cons- trução civil. E em19 das 27 unidades da Federação. DEMANDA REPRIMIDA – E há, ain- da, a questão da demanda reprimida. Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, considera que, na área específica de autopeças, embora tenha se reduzido nos últimos anos, o déficit da balança comercial continua elevado, o quemos- tra que ainda há espaço a ser ocupado dentro das montadoras instaladas no País. “A tendência é de alta”, sintetiza Antônio Galvão, presidente da Eaton Automotive. Na área de caminhões, grandes transportadoras e empresas de logísti- cas que estavam foram do mercado há três ou quatro anos começaram a voltar neste segundo semestre e deverão fazer com que este segmento já encerre o úl- timo trimestre do ano em um ritmo as- cendente, bem diferente do restante do ano. E na área de automóveis, em parti- cular, a pesquisa realizada pela General Motors indicou que apenas 20% da- quela demanda reprimida de dois a três milhões de veículos deverá se transfor- mar emcompra efetiva ainda neste ano. O restante... Vale destacar, todavia que, ainda que com nítido viés positivo, nem tudo são flores neste futuro do setor automotivo. Megale lembra que depois de três anos seguidos de queda, mesmo com os resultados positivos que estão sendo registrados, este ano ainda deixará como herança para o próximo uma ociosidade nas fabricas próxima de 50%. E há ainda a questão das re- formas estruturais que continuam patinando em Brasília e sem as quais, conforme alerta Phillip Schiemer, pre- sidente da Mercedes-Benz, o cresci- mento do PIB projetado para o próximo ano poderá ser nada muitomais do que apenas e tão somente mais um voo de galinha. “O fato positivo é que há no Brasil de hoje ambiente favorável a aprovação das reformas. Existe a cons- cientização de todos de que precisamos de equilíbrio nas finanças públicas, o que permite acreditar em crescimen- to substancial da economia brasileira a partir de 2019”, diz o presidente da Mercedes-Benz. De forma geral, aliás, os empresá- rios e executivos do setor acreditam que depois de três anos de recessão, as reformas estruturais se tornaram indispensáveis e inadiáveis, o que garantiria que elas venham a ser ado- tadas qualquer que seja o partido e o novo presidente a ser eleito no próxi- mo ano. É isto que torna praticamente consensual, também a avaliação de que o setor entrou numa nova fase de crescimento que deverá se estender por pelo menos quatro a cinco anos. Vale cruzar os dedos. É generalizada, no setor, a projeção de que inflação, juros e câmbio deverão se manter estáveis em 2018 Outubro 2017 AutoData

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