AD 338

57 Outubro 2017 AutoData representante da Fenabrave diz que de cada dez pedidos de financiamento, no período, feitos aos bancos, três são acei- tos: “Isso mostra como ainda o cenário é adverso às aquisições. O crédito é restri- to emuitos brasileiros estão inadimplen- tes, ou seja, inaptos ao requerimento de capital para comprar umveículo novo”. A persistência da restrição não im- pediu, por outro lado, que a federação revisasse suas projeções para o ano. No segmento de automóveis, o crescimento esperado é de 4%, devendo o setor em- placar até dezembro 1 milhão 755 mil 833 carros. Em janeiro, a projeção para o ano, neste segmento, foi de 2%. ABERTURA DE LOJAS – A Fenabrave evitou citar números para fundamentar sua visão positiva frente 2018 – ainda não fechou o balanço no qual publicará suas perspectivas. No entanto, conside- ra que apenas questões ligadas à econo- mia possam interromper o crescimento esperado para o ano que vem. “Fora o fator político, não vemos nada que pos- sa impedir a retomada nos negócios do varejo de automóveis”, crava o presi- dente da entidade. “Podemos afirmar que as lojas não fecharão mais e haverá abertura de novas. Os investidores que as controlam conseguiram estruturar a operação de modo a reduzir custos. Está emcurso umprocesso de grupos econô- micos comprando outros. O setor hoje está saudável financeiramente”, diz o representante da Fenabrave. Dados da Anef, a Associação Na- cional das Empresas Financeiras das Montadoras mostram que os bancos das montadoras e instituições indepen- dentes liberaram R$ 54,1 bilhões entre janeiro e julho para operações de CDC e leasing, uma alta de 19% em relação ao mesmo período de 2016. Somente em julho, último mês aferi- do pela associação, o volume de finan- ciamentos somou R$ 8 bilhões e repre- senta o terceiro melhor mês de 2017, atrás de março e maio. Já a inadimplên- cia nas operações de CDC para pessoas físicas caiu para 4,2% em julho, ante 4,4% em junho e 5,4% em julho do ano passado, o que pode indicar que as pes- soas estão retornando à rede de conces- sionários, realizando a compra de veícu- los por meio de financiamentos. Os dados vão ao encontro da expec- tativa das montadoras, que em setem- bro quase dobraram a previsão de cres- Fora o fator político, não vemos nada que possa impedir a retomada nos negócios do varejo de automóveis cimento nas vendas no ano, de 4% para 7,3%, um volume de 2,2 milhões de veí- culos, após as vendas em agosto cresce- rem 17% em relação a julho e 18% com relação na comparação com o mesmo mês de 2016. Para a Fenabrave, a força de vendas que o varejo dispõe hoje está preparado para atender a projeção de aumento dos licenciamentos feita pelas fabricantes de veículos, ainda que a quantidade de lo- jas no País tenha diminuído. “Desde 2008, depois do susto provo- cadopela crise econômica, vários grupos vêm se aprimorando para atender diver- sos perfis de demanda por veículos, seja na construção de ofertas ou prestando serviços de pós-venda que atraiam par- te dos clientes que definem compra em função do serviço”, explica o executivo. Por conta disso, o representante diz que 2018 será o ano em que as con- cessionárias apostarão nos serviços como forma alternativa de ganhar ren- tabilidade afora a venda de veículos: “O setor apostará mais em serviço, o cliente está mais atento a este tipo de oferta. Muitas lojas investiram nisso e iniciarão planos de diversificação já em janeiro”, conclui.

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