AD 338

66 AutoData Outubro 2017 Sistemistas no ano que vem, chegando a 100 mil unidades fabricadas: “Esse desempe- nho tende a continuar em dois dígitos nos próximos anos, mas a base ainda é pequena. As vendas também devem crescer perto de 10% em 2018, con- firmando a recuperação iniciada no segundo semestre para esse mercado. Vai ser o primeiro ano positivo dos úl- timos...”. Segundo ele o que puxará a produ- ção de caminhões é a exportação, que permanecerá forte: “As vendas exter- nas seguirão em ritmo acelerado em 2018, próximas do patamar de cresci- mento deste ano. Mas começaremos a ver, também, um volume maior para a renovação de frota. Os frotistas já per- cebem que o custo com a manutenção de seus caminhões está alto e eles de- vem ir às compras”. Para Wilson Bricio, presidente da ZF, enquanto perdurar no governo e nas autoridades econômicas a agenda de reformas e de redução do tamanho do Estado, cortando gastos públicos, por exemplo, o Brasil terá uma boa possibilidade de se recuperar, de ma- neira gradual: “Mas é preciso ter em mente que, independente da ideolo- gia política que estiver comandando o País, é preciso governar o Brasil para o Brasil, e não segundo interesses pes- soais”. Com isso, segundo ele, o mercado local não deverá apresentar uma recu- peração muito agressiva no curto pra- zo. No caso dos veículos comerciais o mercado interno segue com sua retra- ção, e o ano deverá fechar em queda de 4,3% para caminhões e recuo de 5,9% para ônibus: “A produção de veí­ culos está apresentando melhora em todos os segmentos que analisamos e atuamos, sofrendo impacto particular- mente das exportações”. Já em veículos leves Bricio ressalta que o mercado interno está crescendo 6% no acumulado do ano, enquanto as exportações estão crescendo 58%: “Nossas perspectivas para os leves são mais otimistas no longo prazo, pois há, dentre outros fatores, a nova regula- mentação para o uso de controle de estabilidade que, adicionado ao ABS, será aplicado em 100% dos veículos novos lançados a partir de 2020”. Besaliel Botelho, presidente da Bos- ch, também acredita que a economia se descolou da política e isso tornará A melhora na economia puxará os licenciamentos no Brasil. Já estamos vendo isso este ano. viável novamente os negócios por aqui: “Há quatro anos eu disse que a economia precisava se descolar da po- lítica. Temos que trabalhar mais e ler menos jornal. Foram três anos com a população à mercê, sem crédito, de- semprego crescendo, na expectativa de que as instituições reagissem. Isso fez com que o País parasse”. Segundo ele, diante da crise econô- mica dos últimos dois anos, as empre- sas autopeças começaram a se ajustar para um mercado de 2 milhões de veí­ culos: “As empresas vêm sofrendo há sete anos, com balança comercial ne- gativa. Então começou a fazer o traba- lho de ajuste, está começando a colher frutos agora. Precisou se reinventar. Se adaptar a ummercado de 2 milhões de veículos”. Botelho observa que 2017 foi o ano da recuperação. Ele projeta crescimen- to dos seus negócios de 5% a 6%, aju- dado pela Argentina, o que deve conti- nuar em 2018: “Para o ano que vem a projeção é crescer de 4% a 5%, índices conservadores, é verdade, mas prefiro apostar em um crescimento susten- tável. Não seria bom um crescimento muito forte. Pode crescer 10%”.

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