AD 338
69 Outubro 2017 AutoData Embasam o otimismo de Pasquot- to os indicadores econômicos, como inflação baixa, juros e inadimplência em queda, recuperação do emprego e o PIB. Ele avalia que as vendas de ca- minhões, este ano, serão semelhantes às do ano passado, cerca de 50 mil unidades. Mas a recuperação dos úl- timos meses garantirá o tão esperado crescimento em caminhões em 2018, e as vendas de pesados só não cres- cerão em 2017 por causa do primeiro trimestre muito fraco. Pasquotto entende que a instabili- dade política ainda atrapalha o cená- rio econômico, que poderia estar mais estabilizado. Thomas Puschel, diretor de vendas e marketing da MWM, recorda que 2017 começou difícil mas houve uma virada nas vendas a partir de julho. Ele afirma que a economia começou a se desgrudar da política, mas o mercado, principalmente de pesados, funciona sobre base ainda fraca. Para acontecer recuperação consis- tente os operadores do transporte pre- cisam intensificar o nível de renovação de frota, o que vem sendo postergado. Puschel projeta produção de 30 mil motores em 2018 para a MWM – e de 27 mil este ano. A FPT tambémaposta no crescimen- to gradual e consistente do mercado. Rangel diz que é muito difícil prever a velocidade de recuperação mas que 2017 está sendo importante na avalia- ção da real curva de recuperação, “mas não devem acontecer grandes escala- das de produção nos próximos anos”. EXPORTAÇÕES – Segundo Puschel, da MWM, a recuperação dos negócios, neste ano e no próximo, se dará em razão do forte movimento de exporta- ções, que representam 16% da carteira da MWM. México, Argentina, Egito, África do Sul e Rússia são alguns dos países clientes. Tendo uma boa participação na ex- portação de geradores para a Rússia a MWM também quer atingir o mercado de caminhões e de ônibus ali. Para Rangel a FPT Industrial tam- bém está preparada: “Nossos motores são exportados para Chile, Peru, Para- guai, Equador, Cuba, Uruguai e Méxi- co. Esses mercados absorvem 10% do volume anual que produzimos”. Mesmo com a crise nenhuma das Para 2018 projetamos crescimento gradual e consistente com os sinais da recuperação econômica três empresas deixou de investir em tecnologias e em novos projetos. A MWM também mirou o mercado de reposição de peças com o lançamento de 172 produtos, nos quais pretende expandir pelo menos 7% em 2018. Ao apresentar os produtos que a Cummins exibirá na Fenatran, que passa por eletrônica embarcada no powertrain, sistemas de conectividade e atualização de motores, Pasquotto nota que foi mantido investimento de US$ 13 milhões/ano mesmo nos pio- res momentos da crise. Rangel confirma que a FPT Indus- trial também continuou a investir em tecnologia e na melhoria de seus pro- dutos e processos produtivos: “Prova disso foi o lançamento de 49 novas versões de motores para atender ao mercado local de equipamentos de construção e máquinas agrícolas, se- guindo a nova legislação de emissões MAR-I Tier 3”. O executivo lembra, ainda, que in- vestimento em otimização e melhoria do processo de produção deu, à fá- brica de Sete Lagoas, MG, em 2016, o nível prata do WCM, World Class Ma- nufacturing.
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