AD 338

72 AutoData Outubro 2017 Máquinas agrícolas ziu estoques. Ocafé tambémdeve apre- sentar valor muito bom”. Para ele também haverá evolução positiva nas exportações, iniciadas ain- da em 2015, parte decorrente da redu- ção do volume no mercado doméstico após o pico em2013, e outra pela atrati- vidade cambial. Édson Martins, diretor comercial da Agrale, projeta para este ano a venda doméstica de 40 mil tratores. Para as exportações estima incremento na faixa de 30%. Avalia que o mercado mante- rá a retomada em 2018 mas pondera ser difícil expor um índice em função da instabilidade política. As culturas de café e milho, pela produtividade e pelo valor, deverão, de acordo com ele, im- pulsionar o mercado. A ampliação das áreas de plantio e a queda nas vendas nos últimos três anos, bem como as ja- nelas de plantio cada vez mais curtas, apontam para a necessidade de reposi- ção de maquinário. Alfredo Jobke, diretor de marketing da AGCO América do Sul, projeta cres- cimento de 5% a 10% no primeiro se- mestre de 2018 sobre omesmo período deste ano. Para 2017 o índice projetado varia de 10% a 15%. Agrega, dentre os fatores, os lançamentos deste ano, com tecnologia de ponta, que tornarão os negócios dos agricultores mais rentá- veis, a liberação de créditos, as atrativas taxas de juros, e o clima favorável e o aumento de produtividade e da renda agrícola. EVOLUÇÃO SEM SUSTOS – Apesar de o agronegócio não ter sentido tanto as turbulências econômicas, Alexandre Blasi reconhece que o setor também foi afetado. Acredita que a recuperação não se dará em índices surpreendentes, como os de 2013 e 2014, mas de forma sustentável a cada ano e expressivo a médio e longo prazo, quando compa- rado com outros setores. ÉdsonMartins também não visualiza picos de cresci- mento, mas avanços graduais. De acordo com Alfredo Jobke as principais feiras agrícolas do ano, como Agrishow e Expointer, sinalizaram con- fiança e otimismo no setor, fatores que influenciaram positivamente nas ven- das. Com relação aos demais mercados da América Latina relata que a Argenti- na está crescendo mais rápido do que a média, a partir de mudanças no merca- do, como a liberação das exportações O Brasil necessita de infraestrutura multimodal de qualidade para dar vazão à produção agrícola de grãos e máquinas. Os demais países da região apresentam cenário estável, o que também apoiará o crescimento in- teressante, segundo ele, em 2018. DESAFIOS – Assim como em outros anos a logística continuará sendo, em 2018, um dos maiores desafios do se- tor. Alexandre Blasi afirma que a alta dependência do modal rodoviário e a carência por estradas de qualidade, aliada com a baixa disponibilidade dos meios fluvial e férreo, tornamo custo de produção “porteira fora” mais elevado do que o praticado nos demais países exportadores: “O Brasil necessita de in- fraestrutura multimodal de qualidade para dar vazão à produção agrícola”. Édson Martins elenca as mudanças nas taxas de juros no BNDES, com a substituição da TJLP pela TLP, e a neces- sidade de investimentos no desenvolvi- mento para suportar a nova lei de emis- sões MAR 1. Alfredo Jobke relaciona o cenário político-macroeconômico, os fatores naturais, que ensejam a conti- nuidade de investimentos em alta tec- nologia e no aumento da rentabilidade no campo, e boas taxas de financiamen- to para aquisição de maquinários.

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=