AD 338
75 Outubro 2017 AutoData tados do início do ano, que começou com volume de produção 40% abaixo do mesmo período de 2016. No segun- do semestre o índice caiu para 6%. Um dos fatores é o crescimento das expor- tações, de 30%, no acumulado de janei- ro a julho, nas quais Martins deposita grande confiança: “As vendas estão ótimas para o Exte- rior e continuarão crescendo se a taxa de câmbio permanecer nos patamares de R$ 3,10 a R$ 3,20”. Ele destacou que as empresas se re- estruturam e modernizaram as áreas de relacionamento com clientes externos. MOTIVOS INTERNOS – Martins tam- bém aponta sinais de recuperação do- méstica. Nos urbanos a principal aposta está no Refrota, que pode gerar vendas de até 8 mil ônibus com recursos já dis- poníveis, R$ 3,5 bilhões, na Caixa Eco- nômica Federal. O principal entrave, que são as garantias para os financia- mentos, está sendo resolvido coma par- ticipação dos bancos das montadoras. Nas linhas rodoviárias a alteração na forma de exploração – de conces- são para autorização – começou a dar resultados. Com a obrigação de reduzir a idade média da frota de 13,7 mil ôni- bus da atual média de 9,8 anos para 5 até 2020, as empresas filiadas à Abrati deverão adquirir em torno de 2 mil a 2,5 mil ônibus por ano. Os resultados já são visíveis. As vendas cresceram8%no período de janeiro a julho, chegando a 864 unidades no mercado interno. Outro fator é a obrigatoriedade do uso do DPM, dispositivo de poltrona móvel, a partir de julho do ano que vemnos ônibus novos para atender aos passageiros com deficiência. A medida deveria vigorar já este ano mas foi pror- rogada pela necessidade de certificação do sistema junto ao Inmetro. Como é um produto caro, coisa de R$ 30 mil, Martins acredita na antecipação de compras no primeiro semestre do ano que vem. Pela reação da economia o dirigente cita a retomada das vendas de veículos para fretamento, setor estagnado há três anos. Também visualiza aumento no turismo nacional por ônibus diante do encarecimento das viagens para o Exterior em razão da variação cambial. Há, ainda, projeção de vendas para o transporte escolar. No segmento ru- ral há licitação para 5,5 mil veículos. A compra aguarda definição do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Edu- cação (FNDE), que exige a inclusão do DPM em 100% do lote licitado. No urbano, a expectativa gira em torno da homologação pelo Inmetro de normas estabelecidas pelo FNDE e pela Associação Brasileira de Normas Técni- cas para o transporte de alunos. Segun- do estatísticas do DETRAN, a frota atual é de 100 mil veículos dos mais variados tipos, que terão, gradualmente, de aten- der às novas normas num eventual pro- cesso de renovação que poderá vir no futuro. Martins acredita que este nicho possa gerar vendamédia de 8mil carros anuais ao longo de 12 anos, iniciando já em 2018. O quadro é complicado, mas temos percebido uma retomada nos últimos meses, que se consolidará no ano que vem
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