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Agrale 78 AutoData Outubro 2017 O s sinais lentos e sutis de me- lhora na atividade produti- va, percebidos nos últimos meses, tendem a ser mais robustos em 2018”, diz Hugo Zattera, diretor presidente da Agrale. Por robusto en- tenda-se crescimento de grão em grão – Zattera projeta um avanço de 2% a 3% no ano que vem, índices que, segundo ele, devem se manter tam- bém em 2019. Mas esta evolução dependerá, fun- damentalmente, do cenário político resultante das eleições gerais do ano que vem. Zattera coloca na balança, ainda, a necessidade da renovação da frota. Na sua opinião, após quase quatro anos de paralisia total, a retomada terá de vir, mesmo que de forma forçada. No caso dos ônibus, pela via legal, que exige a renovação para assegurar a ex- ploração das linhas. Com relação aos caminhões a compra será forçada pelo custo elevado de manutenção das uni- dades mais velhas. Ele reconhece que ainda existe muita frota estacionada. “O País precisa se desenvolver mais para que se use a capacidade existente e depois se invista em ampliação com normalidade.” Para Zattera a crise produziu, pro- duz e ainda produzirá danos à ativida- de automotiva. Ele alerta para proble- mas financeiros, mas também para os de ordem técnica e produtiva: “Parte da cadeia desapareceu, empresas fe- charam e outras venderam ativos para sobreviver. Tem gente que ainda não De grão em grão Roberto Hunoff | redacao@autodata.com.br Necessidade de renovar frotas de caminhões e de ônibus é a aposta da Agrale. Mas empresa fala em “desaparecimento” de parte da cadeia. Hugo Zattera Divulgação/Agrale

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