AD 338
Lentes, por Vicente Alessi, filho 8 AutoData Outubro 2017 Unidos venceremos É particularmente estimulante dividir refei- ção com gente que pensa o setor, com gente reconhecida como formuladora de con- ceitos e de leis gerais, comumente aceitas. Gente como Cláudio Vaz, Luiz Carlos Mello, Volker Barth, por exemplo, e Herbert De- mel, Pierre-Alain de Smedt e Pierre Poupel, obrigam o interlocutor a abrir a mente para tentar divisar o futuro à frente – e também a melhor compreender o passado pois são depositários e/ou testemunhas diretas da história recente do setor automotivo, coisa dos últimos trinta, quarenta anos. Nessas ocasiões sinto, muito, a ausência excelsa de gente mais nova, de profissionais mais re- centes no ramo, jornalistas ou não. Jovens lideranças também lucrariam – mais com a oitiva do conhecimento e menos com os acepipes à mesa. Unidos venceremos 2 Omais rico do pensamento desses profissio- nais é de singeleza ímpar, e que me faz lem- brar texto de Luiz Carlos Secco nesta mesma edição: unidos venceremos. Sinal do que virá? Emiti várias perguntas curiosas neste Lentes da edição 337 de AutoData , de setembro, referentes à Abracaf, entidade que reúne e representa os concessionários Fiat, tendo como origem a denúncia, de sua parte, do plano de capitalização que ainda mantém com o braço Fiat da FCA. Na última semana de setembro recebi a informação de que a rede, por meio da Abracaf, entraria na Jus- tiça com medida cautelar buscando a pro- teção de direitos exatamente com relação àquele plano de capitalização. Fontes do mercado são unânimes em destacar a falta que faz Cledorvino Belini, que durante anos teve ações positivas visando à convivência harmoniosa. Sinal do que virá? 2 Era ele, Belini, ao longo dos anos, quem cui- dava de liberar oxigênio vital para as conces- sionárias nas horas de aperto e manteve a rede ativa e vendedora. Mas, contam as fon- tes, as relações mudaram. A nova orientação não se comoveu com as situações nem com as circunstâncias – provavelmente apenas cumpriu orientações do board. Sinal do que virá? 3 É verdade que os tempos da FCA com Beli- ni são essencialmente muito diversos dian- te da FCA de hoje. Nos dias atuais, pelo que se diz por aí, o grupo vive instante de se ver assediado por empresas chinesas e coreanas interessadas naquilo que tem de melhor depois que seu CEO anunciou que estava pronto para ouvir ofertas. Quem AD Pierre Poupel
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