AD 338

82 AutoData Outubro 2017 Audi dução deve cair das 7,9 mil unidades fabricadas em 2016 para 5,1 mil este ano. No ano passado, saíram da fábri- ca paranaense 3,2 mil unidades do A3 Sedan e 4,7 mil do Q3. Este ano, a pro- dução do A3 caiu para 2,8 mil veículos e a do Q3 para 2,3mil. “Para 2018, pre- vemos inicialmente um volume pare- cido, mas estamos prontos para ajustar o volume conforme o comportamento do mercado.” OCIOSIDADE FORTE – A planta pa- ranaense, onde trabalham 380 funcio- nários em um turno, tem capacidade para 26 mil veículos por ano – ou seja, a ociosidade passa dos 80%. “Estamos prontos para ajustar o volume confor- me a comportamento do mercado”, afirma Roscheck. Vale lembrar que a Audi deixou de fabricar no Brasil de 2006 a 2013. Antes de interromper a produção, a planta chegou a produzir 15 mil unidades em um ano, mas a queda dos volumes fez a empresa to- mar a decisão. O retorno da produção consumiu um investimento de R$ 500 milhões. Roscheck acredita na retomada na economia. “Os índices mais recentes divulgados pela Anfavea dão indícios de uma recuperação lenta. Apesar de ser um crescimento baixo, tende a ser constante nos próximos três a cinco anos”. “Enquanto o cenário político não se estabilizar, ainda poderemos enfrentar novas dificuldades, mas acreditamos que as coisas caminham para um futuro mais promissor.” A empresa não tem planos, por ora, de exportar a produção da fábrica de São Jose dos Pinhais. “Acreditamos ainda não existir um cenário favorá- vel. Os modelos montados na Europa ainda são mais competitivos, mesmo considerando os acordos bilaterais do Brasil com seus parceiros.” Também não há previsão de produzir novos modelos, mas há a previsão de cinco lançamentos importados em 2018. Chegarão os novos A6, A7 e A8 e os esportivos RS 5 Coupé e o R8 Spyder V10 Plus. Roscheck diz estar acompanhando de perto os passos rumo à definição das diretrizes do Rota 2030. “Acredito que todas as montadoras que fizeram fábricas no Brasil recentemente estão acompanhando de perto e com an- siedade a divulgação do programa.” Ele afirma que as regras precisam de ajustes para que o negócio se susten- te no País. Entre as questões a serem discutidas, ele cita o sistema tributário, as relações trabalhistas e as questões logísticas. Mas a maior aspiração de Roscheck em relação ao Rota 2030 é previsibili- dade. “É o que precisamos para fazer um planejamento com mais tranquili- dade. Falamos aqui de condições para pelo menos dez anos de programa- ção.” Ele afirma que a Audi fez a lição de casa nos últimos anos, mas para crescer é preciso duas coisas: “Reto- mada do mercado e condições do go- verno que nos tragam previsibilidade para planejamento do negócio”. Para 2018, prevemos inicialmente o mesmo volume deste ano. Mas estamos prontos para ajustar conforme o comportamento do mercado.

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