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86 AutoData Outubro 2017 BMW nalmente e só foi possível por causa da qualidade de nossa fábrica, da globali- zação de nossos produtos, da oportu- nidade de demanda e da capacidade de produção instalada”. Segundo Boavida as possibilidades de o Brasil virar uma base exportadora diminuiram devido à abertura de uma fábrica em San Luis Potosí, no México: “Os ganhos logísticos de uma planta no México com condições para exportar para Estados Unidos e outras regiões dão vantagens a eles. Brasil e México, internamente, estão na mesma região de Estados Unidos, Canadá e toda a América Latina. Somos uma empresa global e será normal buscar cada vez mais oportunidades. Da nossa parte es- taremos sempre dispostos a analisar as oportunidades”. O executivo não faz projeções de produção para este ano: “O projeto de exportação do X1 era limitado no tem- po e, como tal, é natural que isso tenha um impacto na produção de Araquari”. Por causa da flexibilidade da planta e da expectativa do crescimento do mer- cado interno o eventual fim da exporta- ção do X1 não deve reduzir a produção catarinense: “Mas nesse momento não há confirmação de novos modelos na produção em função da situação adver- sa de mercado.” ROTA 2030 – Boavida diz preferir es- perar a definição das diretrizes do Rota 2030 para arriscar palpites sobre o futu- ro, “pois é difícil falar algo antes de sua conclusão. Acreditamos muito no pla- no, pois precisamos de previsibilidade e de simplificação. O período proposto pelo governo [três ciclos de cinco anos] emplaca os nossos anseios e também os de toda a indústria. Temos projetos de ciclos de sete anos e a previsibilidade é fundamental para embasar nossas de- cisões e definir estratégias para omerca- do no médio e no longo prazos”. Para o mercado interno a BMW fala em alta comedida: “Depois de um 2016 muito difícil não teríamos como atra- vessar outro ano ainda mais desafiador em 2017”. Os números, no entanto, mostram queda nos licenciamentos . Segundo dados da Anfavea no comparativo de janeiro a agosto de 2016 com o mes- mo período de 2017 houve redução de 16,8%nas vendas da BMWno Brasil, de 7 mil 634 unidades para 6 mil 354. No mercado premium, o cliente busca mais segurança antes de investir. Isso traz boas oportunidades nos serviços. O tombo faz crer que o crescimento da produção nacional de veículos, esti- mada em 25% pela Anfavea, não deve se repetir nem de longe nos veículos premium: “A produção e o mercado automobi- lístico começam a dar sinais de recupe- ração. No entanto essa boa notícia ain- da não chegou ao mercado premium, que ainda apresenta queda de dois dígitos. Em nosso mercado o cliente busca mais segurança antes de investir. Isso nos traz boas oportunidades nos serviços, uma vez que cada cliente deve passar mais tempo com seu automóvel. Estar atento a isto será importante”. A empresa também aposta em lança- mentos, e o BMW X5 M chega nos pró- ximos meses, assim como o novo BMW X3 e o Mini Countryman John Cooper Works, versão mais esportiva do SUV. Outra carta na manga da empresa – não pensando em volume – são BMW i3, elétrico, e o BMW i8, híbrido. Os dois somammais de duzentas unidades ven- didas no Brasil. “Estamos caminhando para conectar São Paulo e o Rio de Janeiro com esta- ções de recarga. Já instalamos quase cem pontos no País.”

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