AD 338
90 AutoData Outubro 2017 Chery ço e na economia de combustível. Segundo Henrique Sampaio dos Santos, gerente de marketing da Chery Brasil, a empresa vem se adap- tando às curvas da economia de for- ma a manter o seu desempenho co- mercial. Na prática isso significa que manterá seus holofotes direcionados, no ano que vem, naquilo que deu cer- to em 2017. “A empresa projeta retomada da economia, da produção e das ven- das em 2018. É o cenário previsto no setor automotivo hoje. Quanto mais previsível a situação econômica do País, melhor e mais eficiente será o planejamento de qualquer empresa, incluindo investimentos”. Há também um plano comercial em curso que envolve contratos de fornecimento de pequenos lotes a lo- cadoras de veículos que pode elevar esta fatia em 35% até o fim do ano, ação que será mantida em 2018. Fora o esforço de vendas realizado direta- mente nas locadoras a Chery busca contratos por meio do sindicato que as representa, o Sindiloc. As vendas diretas às empresas, afora serem um canal de vendas im- portante e que tem sua participação crescente em todo o mercado – aumentou em 35% sua participação nas vendas do setor, segundo a Fena- brave, no primeiro semestre –, é vista pela Chery como forma de ocupar a li- nha de produção instalada em Jacareí. A fábrica de US$ 530 milhões foi projetada para produzir 150 mil car- ros por ano, em três turnos. O execu- tivo da Chery diz que a tendência é de manutenção da produção em 2018, salvo um crescimento das vendas. NOVO SUV – Com um eventual su- cesso do plano de buscar mercado para o QQ, o carro mais vendido da sua gama, a empresa produzirá o SUV Tiggo, ainda inédito no mercado bra- sileiro. “Sua produção tem início previsto no País para o segundo semestre, e acontecerá quando percebermos que há demanda e um caminho pavimen- tado pela estratégia de venda às loca- doras com modelos QQ e Celar”. A empresa prepara desde 2016 as linhas para aumentar sua gama de veículos no ano que vem. Até o fim deste ano está prevista a produ- Quanto mais previsível a situação econômica do País, melhor e mais eficiente será o planejamento da empresa ção dos modelos QQ, Celar, Tiggo 2, Tiggo 7 e Arrizo. Apresentado ao público durante o Salão do Automóvel, no ano pas- sado, o Chery Tiggo é a esperança da empresa para reconquistar um pou- co de sua participação de mercado, espaço que perdeu para as concor- rentes JAC Motors e Lifan. Disputará com outros SUVs compactos mais ba- ratos, como Renault Duster, JAC T40, JAC T5, Lifan X60. Sobre o Rota 2030, a nova política industrial que está sendo desenhada em conjunto pelo governo e o setor automotivo, o executivo disse que a espera que as diretrizes do progra- ma sejam uma espécie de continu- ação do Inovar-Auto, atual política que tem seu término previsto para dezembro. “A expectativa é a de que o novo plano crie incentivos às empresas que investem em produção local, desenvolvimento de novas tecno- logia e redução de emissões e me- lhorias em consumo energético. Se os termos estiverem alinhados com isso a Chery terá um cenário positivo pela frente”.
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