AD 338

93 Outubro 2017 AutoData pel fundamental para que a empresa consiga alcançá-la.” O caminho para ajudar a matriz a concretizar o plano é aumentar a participação no mercado brasileiro. Gambim almeja que a operação, em 2018, proporcione uma fatia de mer- cado de 9% – hoje são 4%. Segundo seus cálculos isso significa vender 1,1 mil caminhões no ano que vem, ou setecentos caminhões a mais do que o volume planejado para este ano: “Representa um crescimento de 40% sobre o desempenho de vendas atuais”. Para isso a DAF organiza um pro- cesso de expansão de sua rede de distribuidores em regiões onde ainda não atua – o Nordeste, por exemplo. A empresa busca parceiros dispostos a apostar em seus produtos, os mo- delos CF85 e o XF105, produzidos na fábrica paranaense: “Nossos caminhões hoje são vistos como uma alternativa interessante porque proporcionam economia de combustível”. A empresa conta, ainda, com a na- cionalização de uma nova cabine. O passo, que representaria a moderni- zação do portfólio, depende de uma série de fatores conjunturais para ser executado além da retomada das vendas no Brasil e possível estabili- dade macroeconômica: “A inflação se manterá controlada em 2018, proje- tamos algo em torno de 8%. O euro vai cair em janeiro, talvez para R$ 3,50, e isso será positivo para nós”. O cenário político e a adoção de nova política industrial para o setor automotivo, o Rota 2030, também influenciarão as decisões da compa- nhia e geram preocupações. “A política é sempre preocupante. Neste momento o mercado assumiu a posição de abrir mão do cenário político e trabalhar de forma mais in- dependente. Isso tem gerado resulta- dos”, relata Gambim, que afirma que as fabricantes de veículos comerciais pleiteiam junto à Anfavea uma série de medidas que possa beneficiar o setor. “Estamos enxergando o Rota 2030 com preocupação porque ele está muito focado em automóvel. As pessoas que estão tomando decisões em Brasília não são especialistas no segmento de caminhões. Nosso prin- cipal pleito é que haja previsibilidade, O Brasil é o principal foco do Grupo Paccar pelo tamanho do mercado e volume de vendas pois hoje não há nenhuma. Não es- tão claras, por exemplo, as questões relacionadas à entrada de participan- tes chineses sem possuir índice da nacionalização dos seus produtos.” EXPORTAÇÕES – Gambim também está otimista com o plano de expan- são da empresa rumo aos mercados vizinhos em 2018. É o movimento mais audacioso da companhia desde o início de sua operação aqui. Assim como fez no Brasil a DAF quer se inse- rir no Exterior estruturando uma rede de distribuidores e, após essa etapa, desenvolver a fábrica de Ponta Gros- sa para que tenha um perfil de plata- forma exportadora: “A DAF do Brasil é a única fábrica da Paccar no mundo que foi construí­ da, e não adquirida. Uma das razões para isso foi a aposta da empresa em fazer da unidade uma plataforma exportadora. Nossa estratégia é criar uma rede de parceiros nos países vizi- nhos e, depois, estruturar a produção para o Exterior. Estamos esperando o mercado voltar a vender em níveis mais altos e melhorar as condições de preço também”.

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