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96 AutoData Outubro 2017 FCA O crescimento projetado por Ketter, de 4% a 7%, para 2017 está dentro do planejamento da FCA, que vem se reno- vando na busca pela retomada da lide- rança de vendas do mercado doméstico com a marca Fiat. Mas, se por um lado, o presidente da FCA acredita numa recuperação do mercado nacional, comemora o cresci- mento de 25% das exportações puxa- das pelo esforço da abertura de novos mercados. Segundo ele, a junção de moderação interna e recuperação da produção é um bom sinal para o setor nos cenários futuros: Para o restante de 2017 os indicado- res levados em conta pela FCA condi- zem com as projeções anunciadas pela Anfavea: “Estamos em sintonia com o setor em termos de desempenho para este ano e apostamos que o segundo se- mestre será melhor do que o primeiro”. A previsão da Anfavea é de 2,2 mi- lhões de unidades emplacadas no mer- cado interno, das quais 2,1 milhões cor- respondem a automóveis e comerciais leves – alta de cerca de 7% ante 2016. As exportações podem superar as 740 mil unidades – recorde histórico: “Isto naturalmente puxa a produção para cima, o que aponta para um parque in- terno de 2,7 milhões de unidades pro- duzidas no ano”. Ketter considera que o pior já pas- sou embora as turbulências políticas continuem ameaçando o mandato do presidente da República. Mas o que se observa é um certo deslocamento da economia da política: “Esperamos que esta tendência continue e se consolide, de modo a retomarmos à curva de cres- cimento da produção”. Embora projete um ano melhor para 2018 o executivo ainda não fechou os números: “Ainda estamos refinando nossas previsões”. Com relação à produção, considera que continuará avançando mais do que o mercado interno: “Estimamos que a produção possa crescer acima do nível de expansão da demanda interna, em função de as exportações estarem em ritmo mais acelerado”. EXPORTAÇÕES – As vendas exter- nas fazem parte de esforço da FCA, que adotou plano para a conquista de novos mercados: “Devemos encerrar o ano com as exportações representando algo próximo de 25% de nossa produção. Quando os negócios se comportam em uma curva previsível os resultados melhoram Ketter diz que a FCA tem um plano consistente de investimentos principal- mente no desenvolvimento de novos produtos e na modernização do Polo Automotivo Fiat, em Betim, MG, que já está em curso. A empresa trabalha para adensar e fortalecer a cadeia de forne- cedores, em iniciativas que reforçam a reindustrialização do Brasil. O executivo afirma que mantém o ritmo de dois lançamentos por ano: “Pretendemos continuar assim. Temos duas novidades que chegarão em breve para brilhar em seus segmentos”. Ketter diz que a FCA nunca deixou de acreditar no Brasil: “Continuamos apos- tando na recuperação”. Prova disso são os investimentos que nos últimos anos passaram pela construção do Polo Automotivo Jeep, em Pernambuco, e pela inauguração de moderna fábrica de motores. Ele recor- da, também, dos investimentos na re- novação da gama de produtos, na mo- dernização da unidade de Betim e na abertura do mercado externo. E ainda destaca a aposta na valorização das pes- soas: “Investimos em talentos. Somos a empresa do setor que mais investiu no Brasil nos últimos dez anos”.

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