AD 339
24 AutoData Novembro 2017 Seminário AutoData para 2018. Fabrício Biondo, diretor de marketing e de produto da PSA, proje tou-o acima de 10%, “apesar do risco de o cenário mudar por causa da política, mas acredito que o setor está se des prendendo da política”. Mauro Correia, presidente da CAOA Montadora, ante viu alta de 5%a 6%para o ano que vem, com volume de carros vendidos perto de 2,5 milhões. Outro painel reuniu representantes do setor de autopeças, no qual o papel do governo foi tema recorrente. Siste mistas e toda a cadeia reclamam da fal ta de políticas públicas para modernizar o segmento. E dizem que nem o Rota 2030 mostra solução para os proble mas. Na esfera fiscal desejam que o Es tado crie programa de refinanciamento de dívidas, específico para o setor, para que as empresas ganhem fôlego e man tenham a produção. A queda nas vendas de veículos pro vocou mudanças importantes na estru tura das empresas de autopeças: grosso modo as que não sufocaramemdébitos e fecharam as portas precisaram iniciar processo de redução de capacidade produtiva. De acordo com Ricardo Bacellar, di retor do setor automotivo da consulto ria KPMG, a indústria automotiva deve se preparar para obter receitas a partir de serviços, por meio da tecnologia, afora os ganhos gerados pelas vendas: “Muito se fala em conectividade mas quais são as empresas que, realmente, observaram oportunidades de negócio nessa área?”. US$ 137 BI EM JOGO – Bacellar ob serva que o potencial de receitas com serviços, no setor automotivo, nos pró ximos cinco anos, pode crescer de US$ 45,2 bilhões para US$ 137 bilhões. Fernando Machado Gonçalves, eco nomista do Banco Itaú, contou que a taxa de juros em queda e a inflação controlada formam cenário favorável ao mercado de crédito, gerando uma tendência de compras para 2018: “No entanto, para que se criem reflexos im portantes na indústria automotiva, é ne cessário as aprovações das reformas. O ano que vem não será melhor, sob esse aspecto, por ser um ano eleitoral”. No painel formado por entidades financeiras foi lembrado que o setor automotivo nacional é dependente de crédito e que, ao menos no que depen der disso, o crescimento está garantido. A opinião foi compartilhada por Luís Montenegro, presidente da Anef, Paulo Roberto Rossi, presidente da Abac, e Vil mar Carreiro, superintendente do Ban co Itaú. Os números da Anef, apresen tados por Montenegro, dizem muito: em todo 2016 foram liberados R$ 82,4 bilhões para financiamento de veículos. Em 2017, até agosto, já foram R$ 63 bi lhões, com expectativa de alcançar R$ 91 bilhões até dezembro. Carreiro, do Itaú, notou que até agora boa parte dos recursos está sendo utili zada para financiamentos de modelos seminovos e usados, “que significam a parcela de prestação que cabe, hoje, no bolso do consumidor”. Ele recordou que até 2013 a maior parte do crédito era para modelos novos de entrada, com praticamente 100% do bem finan ciado e prazo longo. No painel dedicado ao setor de duas rodas ficou claro que a indústria e a Abraciclo reviu, para baixo, as suas expectativas. Seu presidente, Marcos Fermanian, disse que um dos motivos é o baixo índice de estoque: “O nível de estoques de determinados modelos nas concessionárias é insuficiente para atender ao mercado, o que pode ter contribuído para limitar o crescimento das vendas no varejo”. Leandro Alves, da AutoData, e o novo homem forte da VW, Pablo Di Si
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