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Retrovisor 66 AutoData Novembro 2017 A incógnita chinesa H á pouco mais de onze anos, em abril de 2006, AutoData chegava à edição de núme- ro duzentos. Foi uma edição especial, chamada na época de histórica, pois se propôs a mapear os desafios e as opor- tunidades da indústria automobilística na primeira década do século 21. Den- tre os diversos temas como engenha- ria, motores flexíveis, cidades, estava lá uma série de reportagens sobre a China, até então uma incógnita para o resto do mundo automotivo. Com mais de 5 milhões de veículos vendidos no mercado interno no ano anterior, antevia-se um volume não tão grande nos próximos anos, por conta do baixo poder aquisitivo da popula- ção. A baixa qualidade dos produtos, as polêmicas cópias de veículos de outras marcas e uma ofensiva contra as auto- peças chinesas na OMC por conta dos índices mínimos de nacionalização da- vamo que falar e reforçavamas dúvidas do sucesso do projeto automotivo. Uma década depois e com frota commais de 200 milhões de veículos, a pergunta do título já foi respondida. A China, hoje, a preços ambiental e trabalhista conhe- cidos, tornou-se o maior produtor e o maior mercado do mundo. Quem é capaz de imaginar, nos dias de hoje, que a China não daria certo?

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