AD 340
17 Dezembro 2017 AutoData O Rota 2030 está em seu início e diversos pontos devem ser definidos no seu decorrer. Ainda há muito trabalho pela frente O que significa, para o senhor, ser um dos quatro personalidades do ano do Prêmio AutoData? Receber este tributo é uma grande honra pela importância e pela tradição da premiação. Este ano é ainda mais especial porque a editora celebra a expressiva marca de 25 anos. E receber a homenagem ao lado de três grandes executivos enriquece ainda mais o prêmio no ano que registrou o recorde histórico no número de votos recebidos pelo Prêmio AutoData. Como o senhor resume 2017 para a indústria brasileira? 2017 representa ummarco para a indústria automobilística brasileira. Após anos consecutivos de queda de mercado e produção voltamos a crescer. Em alguns casos, como na exportação, esse crescimento deve vir comum recorde histórico. Tambémmarca o fimdo Inovar-Auto, política automotiva que nos fez dar um salto tecnológico nos produtos, principalmente na questão de eficiência energética. Com seu fim foi o ano tambémde intensas discussões para a formação das próximas diretrizes, tratadas no âmbito do Rota 2030. O Rota 2030 foi seu grande projeto em 2017. Como o senhor dirigiu esse processo? Quais foram as principais dificuldades? O senhor considera o dever cumprido? O Rota 2030 é um programa único na nossa história, pois é a primeira vez que discutimos os próximos passos da indústria com uma visão de longo prazo – um horizonte de quinze anos. Isto é fundamental para dar previsibilidade ao planejamento das empresas. Este ponto, aliado ao fato de que praticamente todos os entes da cadeia, fabricantes, autopeças, concessionárias, academia, sindicato e governo, estão envolvidos, forma o principal desafio do Rota 2030, pois são inúmeras visões em jogo para formar um consenso. O programa está em seu início e diversos pontos devem ser definidos no seu decorrer. Ainda há muito trabalho pela frente. Qual a sua perspectiva para 2018? A indústria crescerá quanto? Quais variáveis podem interferir nesse crescimento? A Anfavea apresenta suas projeções apenas no primeiro mês do ano, mas a expectativa é de que teremos um crescimento no mínimo igual ao registrado este ano. A aprovação das reformas, principalmente a previdenciária, as eleições e os investimentos em infraestrutura representam os principais desafios para o ano que vem. Em 2018 o foco será o Rota 2030? Sim, será o grande desafio e a grande novidade da indústria automobilística. Chegaremos a 3 milhões de unidades produzidas em 2018? Para isso, seria necessário uma alta de 10% na produção. O crescimento do ano que vem será no mínimo igual ao desse ano. A nossa projeção é crescer 7,3%.
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