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19 Dezembro 2017 AutoData Não podemos perder a possibilidade de crescer por falta de reação imediata da base de suprimentos Oque significa para o senhor ser um dos quatro personalidades do ano do Prêmio AutoData? É uma grande honra receber esse reconhecimento ao lado de pessoas tão importantes. Vindo de AutoData, agência que conhece muito bemo setor e que consegue agregar opiniões muito importantes para omercado automobilístico, o reconhecimento fica aindamaior. Como o senhor resume este ano de 2017 para a Bosch? Depois de três anos de recessão foi umano com sinais de recuperação. Nesses três anos nos reinventamos e adaptamos nossas estruturas e as nossas capacidades produtivas. Os volumes voltaram a crescer e nossa participação de mercado aumentou. Nós tivemos um crescimento de 26% nas vendas no setor automobilístico para a América Latina, tanto do que é produzido nas plantas brasileiras como do que vemde outras plantas no mundo. Nas nossas plantas brasileiras o crescimento foi de 8%, o que mostra que o Brasil está cada vez mais com tecnologias novas, principalmente na parte de infotainment e segurança. Oque o levou a se tornar uma voz tão ativa no setor de autopeças? Comecei na Bosch como engenheiro há mais de trinta anos. Ganhei muita experiência em assuntos como uso do etanol e dos motores bicombustíveis. Hoje me preocupo bastante com a sustentabilidade dessa indústria, falando da importância da cadeia de fornecimento, dos tiers 2 e 3, para o sucesso das multinacionais. Minha voz ativa junto ao Sindipeças, à Anfavea e ao governo ajuda nesse sentido. Como o senhor enxerga o atual momento do Rota 2030? Independentemente se ainda temos dúvidas em alguns pontos o Rota 2030 será editado até o fimdo ano. A discussão envolveu a sociedade e vários setores da indústria. OBrasil só evoluirá se tiver uma visão de longo prazo. Nós temos a sorte de dispor de uma vizinha importante como a Argentina, ummercado de 1milhão de veículos, também emumprocesso de renovação. OMercosul temuma oportunidade única de delinear o seu futuro. É o momento ideal para lançar o programa. Vamos fazer uma transformação tecnológica para reduzir emissões, aumentar a segurança e a conectividade e nos preparar para a eletrificação e até para a automação. Qual a sua perspectiva para 2018? Este ano a produção no Brasil e na Argentina pode chegar a 3,3milhões ao de veículos. A gente tambémvê uma recuperação importante domercado de pesados em função das exportações. Para 2018 acreditamos em crescimento de 10%de produção, porémpode chegar a 20% em alguns segmentos, como o de pesados. Já estamos fazendo simulações para saber, se isso acontecer, como fica nossa base de fornecimento. Não podemos perder a possibilidade de crescer por falta de reação imediata da base de suprimentos.

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